sexta-feira, 10 de abril de 2009

O amor não se percebe

Há todo um movimento social para perceber o sentido do amor, toda a gente se preocupa imenso em definir sentimentos, atribuir níveis de compromisso, catalogar os bons e maus partidos, marcar datas para os acontecimentos tendo por base a idade dos intervenientes.

Vezes sem conta ouço frases soltas em conversas alheias: "mas porque é que gostas dela?", "já era tempo de pensarem em ter filhos, não?", "vão-se juntar? porquê?", "então e quando é que casam?"

Podia-se responder a tudo isto com um "deves ter muito a ver com isso" mas depois parece mal e os questionados acabam por fazer um sorriso amarelo e dão a resposta mais politicamente correcta.

Não está escrito em nenhum código de conduta qual a cronologia dos acontecimentos amorosos, nem qual o perfil aceitável dos candidatos aos corações.

Não é porque já se chegou aos 25 ou aos 30 que "vamos agora depressa casar que já parece mal" ou "vamos já ter um filho que o relógio biológico está a andar".

Quando se ama as coisas acontecem, sem nenhuma razão ou ordem específica. Quando nos damos a alguém nem damos pelo tempo passar e contar dias, meses ou anos para determinado acontecimento deixa de fazer sentido. Por esta razão é complicado responder às perguntas de quem tenta perceber algo que provavelmente nunca teve realmente.

Não é preciso saber enumerar todas as qualidades e virtudes das nossas metades, nem sequer é preciso andar prevenido com desculpas para quando alguem pergunta escandalizado "mas porquê um rapaz 5 anos mais novo que tu?"

A resposta é simples: "Porque é dele que eu gosto!"

O amor não se percebe, sente-se e ama-se!

1 comentário:

SS disse...

Sábias palavras amiga!
Pena muitas pessoas só saberem conjugar o verbo Complicar.