terça-feira, 26 de abril de 2016

O que nos faz crescer

Ao longo da vida vamos encontrando pessoas que nos marcam, quer de forma positiva, quer de forma negativa, irritante, insuportável.

Não têm de ser necessariamente as pessoas com quem passamos mais tempo, ou que interagem connosco de forma mais forte. São simplesmente pessoas que nos obrigam a mudar, a adaptar, que nos ensinam a crescer.

Por quem tem máxima resistência à mudança, estas costumam ser pessoas detestadas, odiadas, e amaldiçoadas. Por quem está no meio termo, como eu, são odiadas em pequenas doses pontuais, mas ao longo do tempo e de uma forma geral, são apreciadas. Não só pela evolução e emoção imediata que nos provocam, mas também pelo nosso entendimento das potencialidades e capacidades que não sabíamos ter.

É difícil reconhecer estas pessoas, em especial durante o tempo que nos atormentam, e muitas vezes só nos apercebemos que foram elas a ensinar-nos a lidar com algo muito depois de já não as vermos, mas se por sorte (ou muita atenção) encontrarem uma a tempo, agradeçam-lhe.

Obrigado V.

sábado, 9 de abril de 2016

A alegria de reecontrar o Petzi

Feliz hora em em que decidi ir investigar um novo hipermercado de abriu no Natal perto do meu trabalho.

Esperei 4 meses desde a inauguração, pareceu-me uma boa margem para que a relação hipermercado - compradores compulsivos  perdesse o entusiasmo inicial. E acertei!

À hora de almoço o hipermercado estava vazio, corredores enormes, só para mim e para o meu carrinho. Era tal a paz que até me dei ao luxo de ir passear para o corredor dos livros e como habitualmente, desde há 3 anos, uma das paragens foi nos livros infantis. E o que vejo eu entre o Mickey e a Doutora Brinquedos?

ISTO!!!!!


Livros do Petzi!!!! Infelizmente só estes dois, que agarrei de imediato.
Lembro-me destes livros, acho que estavam na casa do meu avô, numa edição com tradução brasileira, em papel tipo jornal.  Tive a vaga esperança que fossem encontrados há pouco tempo, quando se fez a grande arrumação dessa casa, mas não...perdidos para sempre.

Quando eu era pequena, li-os e reli-os imensas vezes e lembro-me que já eram velhinhos, e que lhes faltavam páginas, mas nada disso diminuía as imensas gargalhadas que me deram.

Lembro-me muito bem deste em especial, "A ilha das tartarugas", em que a estupidez e o non-sense se repetem incessantemente. Tão bom!

Conforme diz este artigo que entretanto achei à procura de onde comprar os outros da colecção:
"Lembra-se do Petzi? Se respondeu não à pergunta anterior é provável que não tenha sido criança (nem pai ou mãe) nos anos 80."

E estou em pulgas para chegar a casa, lê-los e guardá-los na estante, perdão, na minha biblioteca pessoal. Ainda mais em pulgas para os mostrar aos miúdos quando tiverem idade para apreciar e deliciar-me enquanto eles dão as mesmas gargalhadas que eu já dei. Provavelmente esta última parte não vai acontecer...nunca se entusiasmam com as mesmas coisas que eu....vai na volta acham mais piada ao saco de plástico em que os livros vão. Assim, tipo os gatos!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mas não desanimem...

...eis que me sinto com novo fôlego para isto!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Saudade

de ter tempo para escrever aqui.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

É deixá-los ser

Decepciono-me facilmente. Talvez porque sonho alto facilmente. Nem é preciso ser alto, sonho só....facilmente.
Fico triste quando alguém não gosta do que eu gosto.
Fico triste quando não consigo transmitir a alegria que algo me dá. Quando os outros não ficam contentes pelo mesmo motivo.
Principalmente quando são pessoas de quem gosto, ou que admiro, fico ainda mais triste.

Bate-me forte quando alguém que eu consigo ver ser alguém no futuro, não se vê a si próprio, e desiste, conforma-se.
Não é nada comigo, só estou ali para ajudar, mas toda a inércia, toda a falta de luta, me deixa triste. Porque eu consigo ver alto, consigo sonhar. E há pessoas que não, às vezes só porque têm medo, outras vezes porque nem sequer querem ver.

Durante quanto tempo devemos insistir para que alguém nos siga, mesmo que à volta tudo pareça um deserto?
Durante quanto tempo devemos puxar a mula, que insiste em espetar as patas no chão?
Durante quanto tempo conseguimos manter o entusiasmo e a força de seguir em frente, carregando connosco um peso que não quer vir?

O ser humano, a sua alma, é capaz de feitos inimagináveis, é capaz de tudo, se quiser.

Quem não quiser, é deixá-lo ser. Se vivemos bem com isso, é deixá-lo ser.