quinta-feira, 21 de maio de 2015

A coragem

A imagem que temos de nós mesmos é a mais importante de todas.

Como nos mostramos aos outros é uma opção nossa, e eu sempre preferi a honestidade, o mostrar exactamente como sou. Com o decorrer dos anos, a vida adulta e profissional ensinaram-me a não mostrar tudo, apenas e só porque quem vê não usa os mesmos "óculos", o que leva a muitos, demasiados, mal-entendidos e interpretações diversas. Mas no decorrer desse mascarar de como sou para os outros, até que ponto não me influenciei a mim mesma, e não me mudei a mim mesma?

No desporto uso muito a máxima "O corpo acredita no cérebro". Quer isto dizer que se eu repetir um gesto milhentas vezes, por mais desnatural que o sinta ao início, vou acabar por achá-lo familiar. Se eu me convencer que está tudo bem e que estou cheia de força e energia, aguento até ao final de uma tarefa árdua, por mais cansada que esteja, mesmo que o meu corpo já tenha dado sinais de quebra. Tudo isto, com a premissa, claro está, de uma concentração extrema, em que o consciente consegue vencer e dominar o inconsciente.
E este domínio consegue-se exactamente pela repetição dormente, pela imitação irracional, pelo executar automático das tarefas, sem pensar nas causas, consequências ou porquês. Simplesmente fazer, porque é preciso.

Sempre me considerei corajosa, diferente, "normalmente espectacular", mas quando páro para olhar de fora...Raios! Mas então é só isto?

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sexy Friday

Mais uma música sexy que fala de géneros alimentícios, desta vez pão com manteiga. 
Para mim, a linha entre os pecados da Luxúria e da Gula é muito, muito ténue!


Em resumo: "Vou-te barrar como à manteiga, espera aí que já te dou o pão!".

quarta-feira, 13 de maio de 2015

J. Babeco, o Capitão Pastor


J. Babeco não consegue decidir-se entre a carreira militar ou a pacata vida de pastor. Mas ainda tem tempo para decidir...

Este blog não cumpre o Acordo Ortográfico de 1990

Ao NãoGostodeErvilhas não interessa se é hoje ou se é em Setembro, por aqui continuará a usar-se acentos, hífens, consoantes mudas e outros "erros ortográficos".

Aqui os meses e as estações escrevem-se com maíscula. Celebra-se o Verão, e até mesmo o Inverno, apesar das Húmidades com "H". E nem o infame Novembro é esquecido, com tantas arrelias que traz.

Aqui os faCtos têm "C", os óPtimos têm "P" e as amíGdalas têm "G", a não ser que o assunto seja o Star Wars e a Princesa Amidala.

Aqui fala-se de pÊlos e pÊras, de jÓias e tÓnicos, de pÁra-raios e pÁra-quedismo.

Aqui colocam-se hífens entre palavras, e assim HÁ-DE continuar, independentemente das CONTRA-ORDENAÇÕES que nos apontem.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Curto Circuito Mental

Nero, o Cão, vive pacatamente no seu quintal, e agora sem a fiel amiga Maria, passa os seus dias ora deitado, ora estendido. Não quero aqui dizer que ela era má influência, que não se diz mal dos falecidos (ai, era tão boa pessoa...perdão, cadela), mas os dias são tão pacatos que até retirámos a vedação para o estendal da roupa e já nos sentimos seguros o suficiente para voltar a ter tapete de entrada.

Ora, se um cão, cuja maior preocupação no mundo é a dúvida atroz que o assola diariamente acerca de se levantar ou não para ladrar ao senhor que vai tratar da horta ao lado, tem certo dia um curto-circuito mental, sem dúvida causado pelo grande stress de não ter ladrado tanto quanto o agricultor merecia, que o faz devorar um saco de terra de 10Kg, provocando-lhe depois uma tal indisposição intestinal que fica a produzir solo adubado durante mais 5 dias, como há-de um humano suportar todas as afrontas diárias ao seu ser racional sem reagir nem uma vez fora dos padrões considerados normais?