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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Podia ser pior

Diz um amigo meu, quando a vida não lhe corre bem, ou mesmo muito mal, que podia ser pior!

Agarro-me a estas palavras com todas as forças, quando atravesso maus bocados. E está naquela altura do ano de fazer balanços e retrospectivas e traçar objectivos para o ano seguinte e estas palavras são bem capazes de ser a minha frase eleita do ano.

Que posso dizer?

Comecei o ano a perder um bicho de estimação, acabei o ano a perder outro. Desta última vez, tal foi a dor, a falta de sentido, a perda de palavras, o remorso por não ter escrito nada de jeito quando foi a vez do Lucas, que escrevi vários post's mentais mas não teclei nenhum. Mas sim, perdemos a Maria este mês.
Podia ser pior? Podia, ela podia não ter tido uma boa vida de cão, podia ter partido mais cedo, ou eu podia ter perdido mais bichos.

A saúde geral da família não é a melhor, com sequelas previstas para 2015, mas que só posso pensar que tenham finais felizes. Eu própria padeci grande parte do ano de uma conjuntivite crónica/alérgica/ó raio que a parta, que suspeito agora ser afinal activada por stress.
Podia ser pior? Podia, em casos de saúde podia sempre ser pior.

Na minha constante batalha profissional para atingir objectivos e alcançar ambições, vi o meu castelo de planos desmoronar-se à minha frente e ser invadido pela frustração. A estrada está agora cheia de destroços e sinceramente não sei muito bem por onde ir nem onde posso pisar.
Podia ser pior? Podia, podia até nem sequer ter emprego!

Bateram-me duas vezes no The Red Bimmer (e agora penso melhor se devia escrever isto porque afinal de contas o ano ainda não acabou...). Podia ser pior? Podia, podiam ter batido 3 vezes.

Se 2014 podia ser pior? Claro que sim! O amigo dono destas palavras foi pai. E com isto, afinal de contas, 2014 foi um grande ano!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tenho de escrever um post

Tenho de escrever um post ... e não vai ser fácil.
Já o escrevi mentalmente centenas de vezes, já o reescrevi outras tantas, mas ainda não o teclei.

Ser blogger tem destas coisas, semi-obrigações que nos auto-atribuímos, de dar a saber aos leitores o que se vai passando, de dar satisfações sobre os pormenores que foram sendo revelados ao longo da vida do blog.
E depois há aqueles momentos em que a vida real acontece e nos faz pensar "porque não escrevi mais cedo o que pensava? se escrever agora não vai fazer sentido!" ou "mas porque raio é que escrevi aquilo?" porque entretanto algo mudou, algo aconteceu e por vezes nem nos apetece escrever sequer uma palavra sobre isso e quase, mas mesmo quase, desejamos nunca ter começado o blog, porque agora temos esta "obrigação" de dar continuidade e coerência aos assuntos.

Escrevo isto hoje, não só por mim, mas tambem por um amigo blogger que sei também ter um post difícil para escrever e que, tal como eu, imagino que esteja às voltas com o texto no cérebro sem saber em que ponta pegar para o por no ecrã, se é que sequer vai conseguir fazê-lo.

Tenho um post para escrever há uma semana, fui de viagem à espera de na volta ser mais fácil, mas a vida aqui ficou à minha espera. E não, não será mais fácil agora, continuo com um aperto no peito sempre que tento começá-lo. Mas vou escrevê-lo, não como obrigação para com os leitores, mas em jeito de terapia, porque esse texto será o fechar de um período que quero guardar nas boas recordações.

Ao meu amigo blogger que passa por um "bloqueio de post's" aconselho apenas isto mesmo, que despejar um texto, mesmo sem coerência ou continuidade, pode ser uma boa terapia de fecho. E os leitores (os que interessam) não se importam.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Amigos"

A mim parece-me que há um gosto geral por provocar nervos aos pré-casados.

Já nem sei quantas frases do género ouvi:
"Já começou o nervoso miudinho?"
"Coitadinha, se soubesses, não te metias nisso."
"Não faças isso, vais estragar tudo."
"Olha que depois de casado, ele não é o mesmo..."
"Aproxima-se a data, já começaram as dúvidas?"

Curiosamente a lista de pessoas que me disse coisas destas até agora não tem nem um elemento coincidente com a lista de amigos próximos que convidei para o evento. Coincidência? I think not...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Amigos Difíceis

Dizem que tenho jeito para pedir coisas. Que sou meiga, simpática, que sei levar as pessoas.

Talvez por isso me peçam tantos favores, porque não sei dizer não a quem pede para pedir, porque se for eu a pedir se calhar dá, dizem...

É capaz de ser verdade, quem sabe é o meu timbre de voz que tem uma mensagem subliminar aliciante, ou então é mesmo só porque tenho a paciência de perceber como falar com determinada pessoa.

O que eu sei é que há pessoas com quem se deve falar de certa forma, nem todos são iguais e até eu, que sou uma banana, digo não, se me falarem como não gosto.

O que eu sei também é que por trás de um feitio difícil se esconde muitas vezes um bom amigo, e basta ter um pouco de calma e saber ouvir para o descobrir.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Acerca da Greve

Há 2 meses estive em Madrid, no dia da "Huelga General". A adesão foi massiva: lojas, bancos, cafés, tudo estava fechado, com autocolantes colados em todo o lado, até nos ecrãs dos multibancos, que anunciavam a grande mobilização do povo contra as medidas de austeridade. Tomar um café foi um desafio, já que não havia cafés abertos e a escolha do tradicional íman para o frigorífico também foi limitada a uma loja. Curiosamente o Metro funcionava muito bem.

Enquanto explorava a cidade, cruzei-me com a manifestação várias vezes e a quantidade de pessoas que a formava pareceu-me muito pequeno, comparado com a quantidade de estabelecimentos que vi fechados. E é isso que vai acontecer hoje aqui em Portugal. Ontem entrevistaram uma senhora na paragem de autocarro:
- Vai trabalhar amanhã?
- Não.
- Então vai fazer greve!
- Não, só não vou trabalhar.

A mim apetecia-me fazer greve, revoltar-me contra todo o trabalho extra que tenho de fazer só para poder pagar os impostos, e ía de bom grado para as manifestações se achasse que isso faria alguma diferença. Mas não faz...

Hoje comentei assim o post de um amigo sobre a greve:
Pois eu dou-me por contente todos os dias por não ter a vida dos meus pais. Lembro-me bem das histórias que o meu pai contava de haver dias em que só jantava uma fatia de pão, quase transparente de tão fina, e que em dias de festa tinha direito a uma posta de bacalhau. Também me lembro da minha mãe me contar que começou a trabalhar com 16 anos, enquanto que a minha maior preocupação aos 16 anos era se os meus pais me íam deixar ia à festa de anos da não-sei-quantas.
A crise afecta-me, todos os dias, e cada vez mais. Faz-me contar trocos, fazer ginástica financeira para ultrapassar as despesas inesperadas, adiar projectos pessoais para pagar contas, há dias até em que me faz desesperar, mas ainda tenho uma casa, um carro, comida na mesa todos os dias para mim e para os meus.
O que me faz levantar e continuar é o meu sonho diário com dias melhores. E apesar de todo este meu queixume, os meus pais estão concerteza contentes por as minhas maiores dificuldades serem tão mais fáceis do que as deles foram.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Odeio despedidas

Tenho a sina de não conseguir manter os amigos por perto.
Há muito tempo que é assim, sempre que faço uma grande amizade, não tarda muito para que a pessoa em questão viaje para longe, arranje emprego melhor noutro país ou simplesmente parta à aventura.
A tristeza que me enche no dia da partida é tão grande que quase me dá vontade de não fazer amigos.

Hoje despedi-me de mais um. Alguém com quem lidei diariamente durante 2 anos e que me ajudou imenso em diversas situações. O dia-a-dia e o partilhar de "apertos" profissionais tornou-nos amigos. As despedidas são uma coisa estúpida, que nos faz ficar sentimentais, as promessas de contactos futuros, os desejos de boa sorte, o encolher de ombros de "é mudar para melhor", os olhos baixos para evitar as emoções.

Posso abordar isto de várias formas, posso pensar que estou destinada a ter amigos ao longe, que não mereço ter a companhia dos que mais gosto diariamente, que sou tão ruim que  as pessoas fogem de mim! Mas também posso pensar que dou sorte a quem me acompanha para encontrar melhores condições noutros sítios, ou mesmo que a minha companhia e entusiasmo inspira quem me conhece para evoluir, procurar novas vidas.

Não sou convencida, sou optimista, e gosto de pensar na segunda hipótese.

Boa sorte M, e beijinhos ao S. Martinho. Perdão...Rafaela!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Mundial do Beijo

Informou-me o Homem-Que-Não-Assina que hoje é Dia Mundial do Beijo.
Portanto, minha gente, toca a distribuir beijos como se não houvesse amanhã e para todos vós que me visitam, aqui fica:



E para quem tem ligações lentas: http://listen.grooveshark.com/#/s/Simarik/2xBfPe

O que também dá muito jeito ter é a letra: http://www.lyricsdownload.com/tarkan-simarik-lyrics.html

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Podia ser pior

Os amigos nem sempre são importantes só pela sua presença. Muitas vezes estão presentes sem estar. Os meus trago-os sempre comigo e recorro a eles conforme preciso. Mesmo que não lhes ligue durante meses.
Esta semana em especial tenho pensado muito num determinado amigo, muito importante, que não vejo há demasiado tempo, mas voltou há dias de muito longe e ainda nem olá lhe disse.

Não é má vontade nem preguiça, é simplesmente falta de tempo, pura, daquela que leva ao desespero e que me faz ter de apertar todos os músculos com muita força para não gritar.
Sim, são só 5 minutos para dizer "olá, estás bem", mas têm de ser 5 minutos em que esteja bem disposta, calma e descontraída, ninguém tem culpa de a minha semana estar a ser uma treta.
E estar bem disposta está a ser uma tarefa difícil, entre o trabalho normal, os trabalhos extra, o apoio também extra à família com os seus próprios problemas, as tentativas de treino para uma prova no domingo, as complicações que teimam em aparecer todas ao mesmo tempo e sempre nas alturas mais apertadas e todas as outras tarefas do costume.

Tenho pensado neste amigo pela sua filosofia "Podia ser pior", é o que ele me responde sempre quando me queixo disto e daquilo. Esta semana tenho-me agarrado a essas palavras. De facto podia ser pior, podia não ter trabalho, nem família, podia até nem querer fazer desporto, isso sim, seria muito mau!

Sim, bem sei que em vez de estar a escrever isto podia pegar no telefone e ligar-lhe mas para além de ele ser leitor assíduo deste meu estaminé, sei que ele compreende bem como é estar a transbordar de ideias, pensamentos, raivas e desesperos e como sabe bem simplesmente despejar tudo no papel, no teclado ou mesmo num post-it. Eu despejei aqui. Obrigado F.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Menina de Coro

O meu melhor amigo vai-se casar. Estou imensamente feliz por ele, por vê-lo tão bem, por saber que está a fazer o que é certo.
Nunca "casei" um amigo tão próximo e a sensação da aproximação da data é completamente diferente de todos os outros casórios a que fui. Estou de facto entusiasmada com isto!
Estou também muito honrada por me ter dado tão nobre tarefa de pertencer ao coro que cantará alguns cânticos na igreja. Sim, eu, num coro, já não é novidade. Eu e o noivo fizémos parte, por breves meses, de um coro, há alguns anos atrás, o "Coralis Bestialis". Agora que penso nisso, já foi há mais de 10 anos....xiça, que estamos velhos!
Bom, e agora que anunciei a minha participação no coro, é de esperar que a afluência ao casamento diminua significativamente, desculpem lá noivos....o pessoal vai só ao copo de água, que aí em princípio ficarei caladinha, a não ser que beba demais!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O noivo é bruto!

Eis que fui a uma despedida de solteiro radical, com paintball, almoçarada e "cumbíbio".
Há muito tempo que não despejava a minha ira em forma de bolinhas de tinta. Como de costume foi libertador, relaxante e deixou marcas:
Qualquer semelhança com uma raia, moreia ou leopardo é pura coincidência, isto aqui é mesmo a minha perna! O autor desta brincadeira (o noivo) tem a mania que percebe de geometria, conseguiu fazer um triângulo perfeito.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A eterna dúvida

A sensação é recorrente, o querer partir já, o "nunca mais vamos", o "é já amanhã". E ao mesmo tempo queria mais um mês ou dois para treinar, estou confiante no que estou a fazer e sinto-me a atirar bem mas a tão pouco tempo da partida, já só vejo defeitos e falhas na técnica e a ansiedade toma conta de mim. Dou por mim a imaginar cenários, situações, eliminatórias, pontuações e chego à conclusão que tudo isto é estúpido, porque este ano amadureci o suficiente como atleta para me sentir bem comigo mesma e não cometer alguns dos erros anteriores.

Curiosamente, o melhor conselho que já recebi em vésperas de prova foi de uma pessoa que é alheia e supostamente desinteressada por esta minha actividade. O meu avô disse-me uma vez : "Sê igual a ti própria!" e é a essa frase que me agarro vezes sem conta, sempre que as dúvidas me assaltam.

Por ser onde é, por ser na data em que é (vou lá passar o meu aniversário), por este ano eu ter progredido em tantos aspectos, por ir com uma equipa cheia de amigos de longa data, e por tantas outras razões, mais do que nunca, este será o Melhor Campeonato de Sempre, tanto a nível desportivo como pessoal. E será certamente uma oportunidade para (re)descoberta e valorização humana.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Weltanschauung

(Aviso: é impossível ler este post em voz alta; se o tentarem, por favor, cuidado com os perdigotos)
Inspirada por uma notícia que muito me animou, de um grande amigo meu, quis fazer um post acerca da vida e das suas várias fases. Mas queria fazer uma coisa profunda, assim a "amandar" para o intelectual.
Vai daí, fui à Wikipédia procurar significados de "perspectiva" pois seria esta a palavra inicial do post. Mas no texto da "perspectiva" eis que me surge uma muito melhor: "Weltanschauung".
Vou confiar na Wikipédia e dizer-vos que significa "visão do mundo" e que pode ser usada para descrever a forma como uma pessoa vê o mundo, a imagem que tem da vida e do Homem.
Tudo isto para vos dizer que a notícia que recebi, há algum tempo atrás, seria acolhida com um "Mas tu 'tás doido? Esta mania anda a dar a toda a gente!", mas em vez disso disse um "Fazes muito bem! Fico feliz por ti!".
Cada pessoa tem o seu "Weltanschauung", que cresce, evolui, muda, com o seu proprietário. Nem sempre o nosso "Weltanschauung" está em sintonia com o dos outros e nessas alturas certas frases e notícias são mal aceites.
Fico feliz pelo meu amigo, não só pela notícia em si, mas por poder compreender o seu estado de felicidade, o que quer dizer que, apesar de termos percursos diferentes, chegámos a uma determinada fase ao mesmo tempo, o meu amigo de infância cresceu comigo.
Numa outra altura não teria compreendido esta notícia, para mim seria uma barbaridade, mas agora sim, faz todo o sentido, porque estou no mesmo "Weltanschauung".

Bom...posto isto, deixo aqui uma musiquinha, que podem achar um tanto amalucada, mas que para mim fala sobre isso mesmo, formas de ver a vida.

Dedicada ao F e su "muchacha".
Que os vossos "Weltanschauung's" estejam sempre em sintonia!
Go for the moon!




(Isto é um post internacional, caraças! Ele é palavras em alemão, espanhol e agora uma letra em americano, tomem lá!)


Smash Mouth - All Star

Somebody once told me the world is gonna roll me
I ain't the sharpest tool in the shed
She was looking kind of dumb with her finger and her thumb
In the shape of an "L" on her forehead

Well, the years start coming and they don't stop coming
Back to the rules and I hit the ground running
Didn't make sense not to live for fun
Your brain gets smart but your head gets dumb

So much to do so much to see
So what's wrong with taking the back streets
You'll never know if you don't go
You'll never shine if you don't glow

[Chorus:]
Hey now you're an All Star get your game on, go play
Hey now you're a Rock Star get the show on get paid
And all that glitters is gold
Only shooting stars break the mold

It's a cool place and they say it gets colder
You're bundled up now but wait 'til you get older
But the meteor men beg to differ
Judging by the hole in the satellite picture

The ice we skate is getting pretty thin
The water's getting warm so you might as well swim
My world's on fire how about yours
That's the way I like it and I never get bored

[Repeat Chorus]

Go for the moon
Go for the moon
Go for the moon
Go for the moon

[Repeat Chorus]

Somebody once asked could I spare some change for gas
I need to get myself away from this place
I said yep what a concept
I could use a little fuel myself
And we could all use a little change
Well the years start coming and they don't stop coming
Back to the rules and I hit the ground running
Didn't make sense not to live for fun
Your brain gets smart but your head gets dumb
So much to do so much to see
So what's wrong with taking the back streets
You'll never know if you don't go
You'll never shine if you don't glow

[Repeat Chorus]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Nada se perde, tudo se transforma.

Éramos uma equipa. Mais que uma equipa, éramos amigos.

Porque a vida não pára e as pessoas têm sonhos e ambições, a equipa foi ficando mais pequena, mais pobre e talvez por isso mais unida que nunca. Alguns partiram e outros simplesmente mudaram, por dentro.

Quando o penultimo membro nos deixou e ficámos só nós, chorei.

"Porque choras?" perguntaste tu. Porque apesar de sermos o núcleo desta equipa e sermos no fundo tudo o que interessa, todos os outros partiram e fazem-me falta.

Mais do que nunca, a equipa era agora unida e como uma só. Aguentou mais tempo do que a equipa inicial tinha aguentado, mas chegou tambem a hora em que a vida me puxou para fora (ou para cima) e tive de seguir.

Sei bem que ao mudar te deixei numa situação difícil, frágil e seria provavelmente o teu fim tambem. Mas só o fiz com a tua aprovação.

Como esperado, por mais vontade e determinação que se tenha, sozinho é muito dificil mudar o mundo (ou os hábitos) e passado pouco tempo chegaste ao teu próprio ponto de ambição.

Durante este tempo em que a equipa foste só tu, não sei como mas era como se a equipa perdurasse, como se ainda existíssemos.

Sei que é uma ideia egoísta mas tu eras o que restava (um símbolo) de algo que foi muito importante para mim, que me fez crescer por dentro.

Foi por isto que acolhi a notícia com muita tristeza e pesar.

Para mim era o fim da equipa, o fim do nosso ideal, do qual eu própria desisti por saber que não era o rumo certo.

Não sei o que vais decidir, se vais aguentar o barco sozinho ou se vais definitivamente seguir outra rota.

Seja qual for a decisão, acompanho-te.

Afinal, somos uma equipa. Seja onde e como for!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Os dias comuns

Até aqui todos os dias eram bons, todos os dias eram especiais, até sabia bem trabalhar.
De repente os dias passaram a ser chatos, compridos e sem nada de especial.
Não conseguia perceber porquê, o trabalho era o mesmo, as pessoas praticamente tambem, variando nos prestadores pontuais.
Até que me lembrei de algo que já disse há alguns posts atrás: "gosto mais de trabalhar na companhia de amigos". Foi isso mesmo que aconteceu, descobri um amigo....quando ele se foi embora.
Que coisa esta de só dar valor quando algo desaparece, de só homenagear os mortos, de só se dizer "isso é que eram tempos!". Porque não dizer "isto é que são tempos, aproveitar os vivos e os presentes e homenageá-los enquanto nos ouvem?
Este síndroma de portuguesisse é uma treta, raios parta mais à saudade, de que me serve a saudade e de que me serve descobrir um amigo quando já não o tenho por perto?
É algo inato, nunca damos a devida importância ao que nos rodeia, só quando desaparece.
Resta-me valorizar os amigos que me vão visitando por aqui...obrigado pelas visitas, sabem-me muito bem!