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terça-feira, 26 de abril de 2016

O que nos faz crescer

Ao longo da vida vamos encontrando pessoas que nos marcam, quer de forma positiva, quer de forma negativa, irritante, insuportável.

Não têm de ser necessariamente as pessoas com quem passamos mais tempo, ou que interagem connosco de forma mais forte. São simplesmente pessoas que nos obrigam a mudar, a adaptar, que nos ensinam a crescer.

Por quem tem máxima resistência à mudança, estas costumam ser pessoas detestadas, odiadas, e amaldiçoadas. Por quem está no meio termo, como eu, são odiadas em pequenas doses pontuais, mas ao longo do tempo e de uma forma geral, são apreciadas. Não só pela evolução e emoção imediata que nos provocam, mas também pelo nosso entendimento das potencialidades e capacidades que não sabíamos ter.

É difícil reconhecer estas pessoas, em especial durante o tempo que nos atormentam, e muitas vezes só nos apercebemos que foram elas a ensinar-nos a lidar com algo muito depois de já não as vermos, mas se por sorte (ou muita atenção) encontrarem uma a tempo, agradeçam-lhe.

Obrigado V.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

É deixá-los ser

Decepciono-me facilmente. Talvez porque sonho alto facilmente. Nem é preciso ser alto, sonho só....facilmente.
Fico triste quando alguém não gosta do que eu gosto.
Fico triste quando não consigo transmitir a alegria que algo me dá. Quando os outros não ficam contentes pelo mesmo motivo.
Principalmente quando são pessoas de quem gosto, ou que admiro, fico ainda mais triste.

Bate-me forte quando alguém que eu consigo ver ser alguém no futuro, não se vê a si próprio, e desiste, conforma-se.
Não é nada comigo, só estou ali para ajudar, mas toda a inércia, toda a falta de luta, me deixa triste. Porque eu consigo ver alto, consigo sonhar. E há pessoas que não, às vezes só porque têm medo, outras vezes porque nem sequer querem ver.

Durante quanto tempo devemos insistir para que alguém nos siga, mesmo que à volta tudo pareça um deserto?
Durante quanto tempo devemos puxar a mula, que insiste em espetar as patas no chão?
Durante quanto tempo conseguimos manter o entusiasmo e a força de seguir em frente, carregando connosco um peso que não quer vir?

O ser humano, a sua alma, é capaz de feitos inimagináveis, é capaz de tudo, se quiser.

Quem não quiser, é deixá-lo ser. Se vivemos bem com isso, é deixá-lo ser.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Homenagem a Chef Silva

Exposição patente na minha cozinha desde 2007.

Sem pó, devido ao uso constante!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Porque é que não fui eu da ideia?

Esta senhora fez finalmente o que eu andei tanto tempo a pensar! Que inveja! Mas ainda vou a tempo! Colo-lhes uma folhinha nas costas!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Curto Circuito Mental

Nero, o Cão, vive pacatamente no seu quintal, e agora sem a fiel amiga Maria, passa os seus dias ora deitado, ora estendido. Não quero aqui dizer que ela era má influência, que não se diz mal dos falecidos (ai, era tão boa pessoa...perdão, cadela), mas os dias são tão pacatos que até retirámos a vedação para o estendal da roupa e já nos sentimos seguros o suficiente para voltar a ter tapete de entrada.

Ora, se um cão, cuja maior preocupação no mundo é a dúvida atroz que o assola diariamente acerca de se levantar ou não para ladrar ao senhor que vai tratar da horta ao lado, tem certo dia um curto-circuito mental, sem dúvida causado pelo grande stress de não ter ladrado tanto quanto o agricultor merecia, que o faz devorar um saco de terra de 10Kg, provocando-lhe depois uma tal indisposição intestinal que fica a produzir solo adubado durante mais 5 dias, como há-de um humano suportar todas as afrontas diárias ao seu ser racional sem reagir nem uma vez fora dos padrões considerados normais?


sexta-feira, 13 de março de 2015

Realidade Enriquecida

É com pesar que constato de vez em quando que realmente nasci para ser pobre.

Não é todos os dias que vou comprar roupa, e dependendo do tipo de roupa e da ocasião, opto por lojas classificadas por menor ou maior poder de compra.

Foi no Natal passado que me voltei a sentir pobre numa loja onde só vou quando quero comprar algo bom, uma dessas lojas de roupa que parece uma sala de estar gigante, com tapetes persa e sofás, aparadores e cristaleiras, e ocasionalmente um cabide ou outro, com camisas e casacos, apenas para relembrar que não estamos num clube de campo.

Fiz a minha compra, paguei no balcão, e embora não sejam frequentes as minhas visitas a este tipo de lojas, já me habituei ao constante apaparicar dos empregados, perguntando se quero um café, se preciso de uma alteração de costura na peça ou se quero deixar as compras enquanto vou dar mais uma volta. E foi exactamente quando recusava a última das ofertas dos empregados e pegava no saco da compra para sair, que a empregada do balcão me arrancou o saco da mão e disse rapidamente "Não, não, não!".

O meu pensamento imediato foi "Mas então eu já paguei, ou este valor foi só pelo apaparicanço?", mas ela continua com um "Eu acompanho-a à porta.".

Pegou no saco, caminhámos até à porta, num percurso que me pareceu interminável, embora fossem só 5m. Na porta entregou-me o saco, agradecendo a minha visita, e lá fui eu concluindo mais uma vez que não sei ser rica.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Previsão Sócio-Económica para o 2º Semestre de Fevereiro

Vão esgotar os stock's de determinados artigos nas lojas de bricolage e retrosaria, a saber, corda e fita de cetim.

É também possível uma quebra na disponibilidade de camas com traves no IKEA.

O comércio tradicional na área das sex-shop's vai sofrer um acentuado aumento de negócio, com uma subida a pique do numero de clientes médio diário.

O tempo de espera nas urgências dos hospitais públicos vai novamente aumentar para mais de 24h, devido à grande afluência de pessoas do sexo feminino com hematomas, queimaduras e outros traumatismos.
É de esperar também alguns membros do sexo masculino.


Para quem anda a leste deste mundo: http://observador.pt/2015/02/11/mais-de-47-000-compraram-bilhete-para-ver-o-filme-cinquenta-sombras-de-grey/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Às vezes esquece-me

Não se pode confiar nas pessoas que não confiam em ninguém

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eyes on the gold

É sempre bom manter contacto com pessoas mais interessantes e bem sucedidas que nós, nem que seja só para não nos esquecermos que também queremos ser assim.

Que isto da vida agitada às vezes dá-nos vontade de parar e descansar e depois uma pessoa esquece-se onde é que ía!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Batalha de SMS's

É um hábito do meu pai enviar-me sms's no final dos jogos de futebol importantes. E por importantes entenda-se jogos do Benfica ou da Selecção Nacional, ou eventualmente de outra equipa mas que tenha um impacto no Benfica ou em Portugal.

Confesso que não sigo o futebol como ele e por vezes estou compeltamente a leste quando recebo as mensagens, mas pelo teor consigo rapidamente saber que se trata de futebol e ir investigar o que se passou para poder responder à altura.

Ora, o meu pai conseguiu apanhar-me em falso um dias destes, quando me enviou a seguinte mensagem: "Espanha vai invadir Portugal".

Longe de panoramas futebolísticos, pensei em responder "Mas quê? Tipo já?" enquanto procurava uma televisão para tentar ver um noticiário onde mostrassem as hordas de espanhõis a passar a fronteira, mas respondi apenas um tímido "pq?".

Quando ele respondeu acerca da Final da Liga dos Campeões é que percebi que tinha falhado redondamente como filha, companheira, amiga de bola.

Assim sendo fiquei determinada em "vingar" o meu nome e ontem no jogo Juventus - Benfica, durante os minutos de compensação já estava a escrever uma mensagem e fiquei ali, atenta ao apito do árbitro, para carregar no "send" apenas uns milésimos de segundo a seguir e vencer ao meu pai nessa corrida de festejo por sms.


E ganhei! :)

quarta-feira, 19 de março de 2014

Isso de ser humilde

É um dom difícil de equilibrar. Se por um lado a vida nos corre melhor quando estamos confiantes, também é verdade que precisamos de baixar a cabeça de vez em quando para aceitar que existem outros. São os momentos em que decidimos fazer estes movimentos que definem a nossa imagem e que decidem o nosso rumo.

A humildade e a confiança podem existir ao mesmo tempo, no mesmo ser, em proporção igual? Eu acho que não, porque se fosse possível, seríamos perfeitos!

Debato-me com este equilíbrio diariamente, no trabalho, na vida pessoal, no desporto. Normalmente ganha a humildade, mas os anos, a experiência, os meus objectivos e principalmente as pessoas não-humildes, fazem-me sentir que tenho de equilibrar isto.

Vamos em Março, talvez seja tarde, mas como ainda não tenho resoluções para 2014, vou tomar esta.

2014 será o ano do equilíbrio, mental, físico e da minha consciência. Se quero ser perfeita? Longe disso! Só quero ser feliz!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eu, os velhos e as promoções

O Homem-Que-Não-Assina gosta tanto de praticar o zapping como eu, mas quando nenhuma das opções dos canais habituais satisfaz, ele põe no Discovery e já está. Eu, por outro lado, ponho na Eurosport.

Gosto de ver desporto, qualquer um que seja, desde partidas de xadrez a concursos do homem mais forte do mundo, gosto de ver tudo, e presto especial atenção aos métodos diferentes de cada atleta. A concentração, os tiques, as manias...

Talvez por ter esta predilecção por assistir a desporto, gosto também de assistir à abertura dos supermercados em dias de promoção. Os "atletas" alinhados na linha de partida, junto à entrada, com os olhos fixos no segurança que vai abrir as portas. A concentração, a análise que fazem dos concorrentes, o posicionar junto a um oponente mais fraco que lhes poderá dar a vantagem na partida, está tudo pensado e requer, além de muita experiência, muita dedicação e esforço.

O levantar cedo não será grande mostra de dedicação, já que 99% dos atletas estão na terceira idade e levantar com as galinhas já é natural, mas no momento da partida é notável o empenho por ultrapassar os concorrentes e chegar primeiro à arca frigorífica onde o camarão tigre está a metade do preço. Há depois todo o esforço de carregar o máximo de 12 embalagens permitidas pela cadeia de supermercado, isto porque na partida não se pode perder tempo a levantar um cesto ou conduzir um carrinho.

Como qualquer aficionado desportivo, também eu gosto de "dar uns toques" nas promoções de vez em quando e em dia de férias pré-reveillon lá fui também participar num desses eventos para amadores. Digo para amadores porque participei numa prova regional, não tenho nem sonho ter competência para me inscrever nos circuitos dos grandes centros urbanos.

Correu bem, a minha tenra idade em comparação com a concorrência foi o grande factor decisivo, consegui ter tempo para apanhar um cesto e caminhar calmamente até à arca frigorífica e cheguei ainda antes do segundo concorrente. Com muita tranquilidade, apanhei 2 caixas e fiquei depois perto de um expositor próximo a apreciar o resto da competição antes de me dirigir para a meta das caixas.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Gosto de pessoas que...

...enquanto falam, inserem factos irrelevantes no discurso.

"E estava eu sozinha em casa, naquela noite em que a Fanny fez anos, quando começo a ouvir um barulho estranho, logo agora que afinei o aparelho, e fui encontrar o teu telemóvel a tocar debaixo de um monte de casacos no teu quarto, tens de arrumar aquilo, e depois não sabia se devia atender, porque podia ser engano, e também não o sabia desligar e afinal era o teu pai! "

Sim, é uma conversa completamente inútil, cheia de factos que não interessam, mas é um discurso colorido. E eu gosto disso! Muito mais giro do que "O teu pai ligou! "

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

No man's land

Pesa-me frequentemente a consciência por gastar 30 segundos numa tarefa que não é minha em vez de 30 minutos a delegar em quem de dever.
Bem sei que crio precedentes, mas digam-me vocês, caros leitores, tomando por exemplo um caso doméstico,  o que é mais útil e eficaz?   Baixar a tampa da sanita por mim própria ou encetar uma discussão sobre quem a deixou levantada?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Xenofobia

Comentando eu como é curioso o facto de um peixe introduzido num aquário se juntar de imediato aos da sua espécie, logo me respondeu o Homem-Que-Não-Assina que de curioso isso não tem nada porque se me metessem numa sala com brancos, pretos, amarelos e vermelhos, com quem iria eu falar primeiro?

sábado, 12 de outubro de 2013

A felicidade da ignorância

Tenho pensado muito sobre isto de não conseguir ser feliz quando se sabe demais. E se seria de facto mais fácil não querer saber.
O problema é que por mais que não se queira saber, há notícias e informações que nos vêm parar ao colo, sem fazermos esforço nenhum. E bastam 2 dedos de testa para tirar conclusões de um saco de trafulhas.

Aconteceu no outro dia, na minha ingenuidade fiz uma pergunta simples, e em vez de uma resposta recebi uma tempestade. Não foi preciso muito para perceber que a minha pergunta, apesar de inocente, tocou em algo podre.
E isto é uma coisa que me acontece constantemente, fazer perguntas simples, típicas de quem anda alheio às intrigas, e receber mais do que respostas. Talvez porque tenho muito mais em que pensar, e não perco tempo com o que não me interessa, talvez porque sou mesmo assim, distraída.

E talvez o ser distraída seja exactamente o que me protege, o que me permite ser feliz, apesar da ignorância ser pouca. Acho eu....porque na verdade nunca se sabe realmente qual a sua dimensão, pois não?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Falta de Esperança na Humanidade (pelo menos alguma dela)

Isto dos blog's é muita giro, e dá gozo escrever o que nos passa pela alma  e depois ver como as pessoas reagem e interagem. Também é giro ver como chegaram até ao nosso blog, que pesquisa fizeram, que voltas deu o Google aos nossos textos para corresponder às pesquisas.

Exactamente por causa dessas pesquisas, iniciei com um amigo um outro blog já há algum tempo, para dar resposta às questões sem sentido que milhares de pessoas colocam no Google e que, por algum motivo obscuro, vêm parar aos nossos blog's, como se o Google fosse uma espécie de vidente ou mestre de curas, mas sem o inconveniente de pagar caro, e ainda com a vantagem de responder a questões legalmente ou moralmente duvidosas.

Sinceramente já gostei mais de escrever nesse blog, porque ao longo deste tempo todo comecei a ver o tipo de pessoa que é atraída por ele e cada vez me apetece menos gastar o meu parco talento de escrita com seres que fazem encomendas nos comentários de post's sobre tatuagens invisíveis e sobre documentos falsos.

É por estas coisas que cada vez menos olho para as pesquisas que vêm parar ao Ervilhas e deixei o Perguntas Parvas um pouco ao abandono. Como é que se pode pensar num mundo melhor e mais evoluído com cabecinhas destas espalhadas por aí?

Para terminar deixo-vos o ponto alto do Perguntas Parvas, um post escrito em 2009, que continua a receber  frequentemente comentários de "elevada sabedoria".

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Porque hoje é dia de Santos...

...andei à procura de fotos de manjericos.


Fonte: www.dn.pt

terça-feira, 4 de junho de 2013

O mau da fita

Pesa-me a reflexão sobre qual o papel mais difícil.

Isso de ser mau tem de ser inato, tem de vir do ser enquanto relaxado no seu estado natural enquanto que para ser bom tem de haver sempre um esforço associado, directamente proporcional à falta de índole do indivíduo. Por mais límpida que seja uma consciência, para ser o bom da fita é sempre necessário esforço, quer seja por meio da boa vontade, da paciência ou da compaixão.

Os bons, embora com muita fé, perdem por vezes a esperança ao não ver os resultados imediatos das suas acções. Esta falta de confiança é o seu ponto fraco.
Mau que é mau, sente-se apoiado na sua causa, indepentemente do resultado, muitas vezes até por entidades divinas. Ora vejam:



É por isto que eu continuo a dizer que o papel mais difícil é o de bom da fita. Mas por outro lado, isso de ser mau também não me é fácil, caramba!