Estou, em vernáculo popular, toda lixada. Lixada, para não dizer pior!
Tenho uma conjuntivite crónica, que me faz parecer um pirata, assim com um olho meio fechado e avermelhado. Tenho um tendão de Aquiles inflamado, que me dá um andar "setapanho f***-te". Estou rouca, mas não é com aquele rouco sexy, é mesmo o rouco fanhoso, que faz parecer que emborquei 3 copos de aguardente ao pequeno-almoço. E chamei ontem um nome muito feio a uma folha de papel com a qual me cortei num dedo.
Tudo isto a acontecer na minha primeira semana pós-férias. Parece-me que tenho um caso sério de alergia ao trabalho.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Há jackpot no Euromilhões
Mudei o caminho que faço para o trabalho.
Mudei a posição do posto de trabalho.
Mudei o modo de aceder remotamente ao trabalho.
E com a chave certa até mudo de trabalho.
Mudei a posição do posto de trabalho.
Mudei o modo de aceder remotamente ao trabalho.
E com a chave certa até mudo de trabalho.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Se calhar a esta hora estou rica...
...e podia levantar-me, ir buscar o boletim do euro-milhões e conferir a chave, mas não, vou continuar aqui sentada de volta de uns esquemas eléctricos.
Eu gosto mesmo de trabalhar, caramba! É por isso que vou ser sempre pobre!
E não me venham com a conversa do BMW, que para isso já estou aqui a preparar outro post...
Eu gosto mesmo de trabalhar, caramba! É por isso que vou ser sempre pobre!
E não me venham com a conversa do BMW, que para isso já estou aqui a preparar outro post...
quinta-feira, 28 de março de 2013
Cucu
Alguém me ligou agora mesmo. Perguntou-me pelos miúdos, pela minha voz... Lembro-me de estar a trabalhar ao mesmo tempo que falava ao telefone, mas não me lembro em quê. E não me lembro quem me ligou, nem como acabou o telefonema. Só sei que acabei de pousar o telefone.
Thank God que este é um fim de semana grande!
Thank God que este é um fim de semana grande!
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Esta cabeça...,
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Ah! A inocência!
Hoje no metro, um jovem: quero mas é ser engenheiro, ganhar muito dinheiro e fazer coisas fixes.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Sinais de Crise
Lembram-se da folhinha?
Ora, cresceu, deixou de caber no boião e foi transplantada.
Hoje senti falta de algo que me anime em cima da mesa e olhei para o boião. Não pude evitar um sorriso ao pensar que este boião reflecte os tempos de crise que se vivem.
Está a ficar cheio de moedinhas, daquelas irritantes que recebemos de troco, desde que subiram os preços no refeitório para quantias bicudas.
Faz-me falta uma plantinha, mas já agora vou esperar para ver o que dá para comprar com um boião cheio de moedinhas.
Ora, cresceu, deixou de caber no boião e foi transplantada.
Hoje senti falta de algo que me anime em cima da mesa e olhei para o boião. Não pude evitar um sorriso ao pensar que este boião reflecte os tempos de crise que se vivem.
Está a ficar cheio de moedinhas, daquelas irritantes que recebemos de troco, desde que subiram os preços no refeitório para quantias bicudas.
Faz-me falta uma plantinha, mas já agora vou esperar para ver o que dá para comprar com um boião cheio de moedinhas.
quarta-feira, 21 de março de 2012
De onde vem a incompetência
Há quem diga que a incompetência é inata, que se nasce com a habilidade de não saber fazer nada.
Mas não é bem assim. Primeiro que tudo há várias maneiras de ser incompetente, e a que mais me afecta é quando somos forçados a sê-lo. Afinal de que vale remar sozinho contra a maré se os outros tripulantes remam todos a favor dela?
No momento em que nos apercebemos disso, é uma estupidez e uma perda de tempo continuar a tentar ser profissional e competente. E só mesmo a renda da casa por pagar nos prende a um lugar onde temos de agir assim.
Há sim senhor os incompetentes natos, mas acredito que há muitos que começaram a sua carreira na incompetência mais tarde, quando desistiram de se esforçar.
Mas não é bem assim. Primeiro que tudo há várias maneiras de ser incompetente, e a que mais me afecta é quando somos forçados a sê-lo. Afinal de que vale remar sozinho contra a maré se os outros tripulantes remam todos a favor dela?
No momento em que nos apercebemos disso, é uma estupidez e uma perda de tempo continuar a tentar ser profissional e competente. E só mesmo a renda da casa por pagar nos prende a um lugar onde temos de agir assim.
Há sim senhor os incompetentes natos, mas acredito que há muitos que começaram a sua carreira na incompetência mais tarde, quando desistiram de se esforçar.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Tenho um Faz-Tudo novo
Eu - Sr. V, é preciso fazer ali um furo, tem uma broca de 20?
Sr. V - Mais ou menos.
Sr. V - Mais ou menos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Em construção
O Homem-Que-Não-Assina já tem escritório!
Bem...mais ou menos. Pelo menos já tem o espaço e a pose de patrão. Já não falta tudo!
Bem...mais ou menos. Pelo menos já tem o espaço e a pose de patrão. Já não falta tudo!
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
As pessoas
É muito difícil encontrar quem queira trabalhar. Quem leve o trabalho a sério, quem compreenda que trabalhar (e bem) não é apenas um meio de obter dinheiro mas algo que nos pode elevar intelectualmente e proporcionar-nos horizontes completamente inesperados e promissores.
Raios, como odeio estar cheia de trabalho e ver à minha volta gente a não fazer nada e sem a mínima vontade de mudar. Só uma coisa me acalma nestes dias, a certeza que vou chegar mais longe que elas.
Raios, como odeio estar cheia de trabalho e ver à minha volta gente a não fazer nada e sem a mínima vontade de mudar. Só uma coisa me acalma nestes dias, a certeza que vou chegar mais longe que elas.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Vontade de trabalhar

"A nossa dona está a trabalhar e nós estamos aqui a dar apoio moral. Assim quando ela olha para nós aqui ao sol fica logo cheia de vontade de ficar aqui encafuada a trabalhar! Somos muito amigos dela..."
(esta vale a pena clicar para ver maior)
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A minha alegre casinha,
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Sei que preciso de férias quando...
...me sento na minha mesa de trabalho, sobre a qual estão os meus óculos de sol e os meus óculos de ver, e coloco na cara os óculos de sol enquanto começo a arrumar uns papéis e só reparo que tenho os óculos errados quando olho para o monitor e acho que o ecrã está muito escuro...
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Esta cabeça...,
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Adoro ser TME
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Tentar não custa
Imaginem a cara do encarregado das obras quando, após milhentas queixas por causa do cheiro da tinta, lhe peço que adicione 2 colheres de chá de essência de baunilha a cada litro de tinta, porque diz que disfarça o cheiro.
Ok, quando pararem de rir, avisem, ele ainda não parou...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Acerca da Greve
Há 2 meses estive em Madrid, no dia da "Huelga General". A adesão foi massiva: lojas, bancos, cafés, tudo estava fechado, com autocolantes colados em todo o lado, até nos ecrãs dos multibancos, que anunciavam a grande mobilização do povo contra as medidas de austeridade. Tomar um café foi um desafio, já que não havia cafés abertos e a escolha do tradicional íman para o frigorífico também foi limitada a uma loja. Curiosamente o Metro funcionava muito bem.


Enquanto explorava a cidade, cruzei-me com a manifestação várias vezes e a quantidade de pessoas que a formava pareceu-me muito pequeno, comparado com a quantidade de estabelecimentos que vi fechados. E é isso que vai acontecer hoje aqui em Portugal. Ontem entrevistaram uma senhora na paragem de autocarro:
- Vai trabalhar amanhã?
- Não.
- Então vai fazer greve!
- Não, só não vou trabalhar.
A mim apetecia-me fazer greve, revoltar-me contra todo o trabalho extra que tenho de fazer só para poder pagar os impostos, e ía de bom grado para as manifestações se achasse que isso faria alguma diferença. Mas não faz...
Hoje comentei assim o post de um amigo sobre a greve:
Pois eu dou-me por contente todos os dias por não ter a vida dos meus pais. Lembro-me bem das histórias que o meu pai contava de haver dias em que só jantava uma fatia de pão, quase transparente de tão fina, e que em dias de festa tinha direito a uma posta de bacalhau. Também me lembro da minha mãe me contar que começou a trabalhar com 16 anos, enquanto que a minha maior preocupação aos 16 anos era se os meus pais me íam deixar ia à festa de anos da não-sei-quantas.
A crise afecta-me, todos os dias, e cada vez mais. Faz-me contar trocos, fazer ginástica financeira para ultrapassar as despesas inesperadas, adiar projectos pessoais para pagar contas, há dias até em que me faz desesperar, mas ainda tenho uma casa, um carro, comida na mesa todos os dias para mim e para os meus.
O que me faz levantar e continuar é o meu sonho diário com dias melhores. E apesar de todo este meu queixume, os meus pais estão concerteza contentes por as minhas maiores dificuldades serem tão mais fáceis do que as deles foram.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Odeio ser TME nestes dias
Mais uma molha patrocinada por sua excelência, o esgoto entupido.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Zé tem novo emprego
No meu antigo emprego éramos frequentemente alvo de acções de tele-marketing.
Sempre atarefados e cansados de responder a perguntas inúteis, arranjámos um colega imaginário, responsável por responder a este tipo de inquéritos.
Baptizámos o colega com um nome bem português, e só para o caso de haver operadores de tele-marketing a ler isto, chamemos-lhe José Costa (nome que inventei agora).
O Zé era um trabalhador incansável, sempre em reuniões, ao telefone, a almoçar, saiu mesmo agora, número de telemóvel não estamos autorizados a dar, enfim, uma pessoa difícil de contactar e que depressa ficou famosa e foi promovido a responsável de muito mais que o tele-marketing.
O nosso responsável das Telecomunicações? O José Costa, não, de momento não se encontra...
O responsável pelo economato? É o José Costa, está de férias.
Cobranças? É com o José Costa, mas está de baixa, não sabemos quando volta. Deixe-me o seu número que ele entra em contacto consigo. (Ok, cobranças não, mas apetecia...)
Houve até uma vez em que o Zé foi de licença de casamento, e outra de paternidade uns meses depois. Sim, a encenação era perfeita. Havia até vezes em que se fazia um contratempo e se perguntava a alguém perto: "O Zé já saiu?"
Eu sei, é feio, mas era uma forma rápida, eficaz e educada de recusar chamadas que não interessam.
O que me leva a escrever isto é que hoje descobri que o Zé mudou de emprego. Fico feliz por ele, aliás, fiquei de imediato sorridente quando soube:
Eu - Boa tarde, estou à procura de antenas TV para edifícios.
... - Ah, isso é com o nosso colega José Costa.
Eu - Posso falar com ele?
... - Não, ele de momento não está, mas deixe o seu contacto que ele depois liga-lhe.
Não consegui conter o riso enquanto dava o meu número à senhora.
Mas o Zé está mudado. O Zé é um homem novo, já não é o mesmo que recordo, porque o Zé...já me ligou!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A dura verdade
Sofri um duro golpe esta manhã, quando me apercebi que a recepcionista do trabalho não chama "Princesa" só a mim...(snif!)
terça-feira, 13 de julho de 2010
Second life
Quando vejo uma pessoa (forte e de boa saúde) a chamar alguém porque há um biombo ou uma planta que está de esguelha, fico sempre num estado de espanto, porque se eu própria vejo algo fora do sítio, vou lá endireitar, arranjar, etc., e sinceramente tenho vergonha de o pedir a quem quer que seja.
Quando alguém faz um escândalo, porque encontrou, que horror, um mosquito a voar no refeitório, e ai que devíamos já fechar isto tudo que está impróprio para consumo, fico eu a pensar como será a cozinha da pessoa em questão, pois será provavelmente um cenário de filmagens de uma qualquer revista de decoração, de tão incólume que está.
Vejo pessoas a estacionar de qualquer maneira, a utilizar os equipamentos sem qualquer cuidado, a agir diariamente sem qualquer respeito pelos outros, a fazer coisas que não me passa pela cabeça alguma vez fazer, seja por motivos morais, pessoais ou simplesmente higiénicos, e depois vejo estas mesmas pessoas a agir como seres superiores, sempre à espera de alguém que lhes faça as tarefas extra-função-laboral, mesmo os de funções mais básicas.
Parece-me que há quem tente fazer do emprego uma segunda vida, para compensar a primeira. Na segunda vida tudo é perfeito, não há sujidade, não há desarrumação, não há frio nem calor, não há que fazer trabalhos menores, nem sequer há insectos!
O trabalho não é onde podemos ser ricos e poderosos, é onde lutamos (e por vezes nos sujamos) todos os dias para cumprir o que é preciso. E o que é preciso é ultrapassar o dia, ganhar o ordenado, e ir para casa, para a verdadeira vida.
O trabalho é sim uma segunda vida, mas é secundária, e é suja! Se fossemos ricos e poderosos não estávamos aqui....
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