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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Curto Circuito Mental

Nero, o Cão, vive pacatamente no seu quintal, e agora sem a fiel amiga Maria, passa os seus dias ora deitado, ora estendido. Não quero aqui dizer que ela era má influência, que não se diz mal dos falecidos (ai, era tão boa pessoa...perdão, cadela), mas os dias são tão pacatos que até retirámos a vedação para o estendal da roupa e já nos sentimos seguros o suficiente para voltar a ter tapete de entrada.

Ora, se um cão, cuja maior preocupação no mundo é a dúvida atroz que o assola diariamente acerca de se levantar ou não para ladrar ao senhor que vai tratar da horta ao lado, tem certo dia um curto-circuito mental, sem dúvida causado pelo grande stress de não ter ladrado tanto quanto o agricultor merecia, que o faz devorar um saco de terra de 10Kg, provocando-lhe depois uma tal indisposição intestinal que fica a produzir solo adubado durante mais 5 dias, como há-de um humano suportar todas as afrontas diárias ao seu ser racional sem reagir nem uma vez fora dos padrões considerados normais?


terça-feira, 24 de março de 2015

De ir às lágrimas

A expressão de Nero, o cão, olhando para os seus donos adultos, no dia em que F., com os seus 2 anos e meio e 90cm de altura mal medidos lhe ordenou que se sentasse para receber a habitual códea de pão que sobra do pequeno almoço.

"Mas quê? Isto é a sério? Ou é para os apanhados?"

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Querem filhos? Treinem cães.

Reforçando mais uma vez que NÃO, NÃO É A MESMA COISA mas já ter tido bichos ajuda muito nisto de ser pai:

- Dás um beijinho à mamã ?
- Não .
- Dou-te uma bolacha....
- Xim xim xim..

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Está explicado

É por estas coisas que eu não compro um Aston Martin....

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Porque a descriminação não olha a meiguices

Sob o pânico do canil habitual não estar disponível, tive de pesquisar opções para uma estadia do nosso Nero.
Quando telefono para um sítio qualquer, é normal fazerem-me uma pergunta inicial sobre qual o porte do cão, o que acho normal, porque tem a ver com o tamanho das celas disponíveis. Mas quando a primeira pergunta é qual a raça do cão, fico logo de pé atrás no resto da conversa e acabo por ser muito mais exigente nas questões que coloco.

Acabei por descobrir um sítio pertíssimo de casa, muito barato, mas onde decidi não deixar o meu cão. Porquê? Ora deixa ver: por ser um pitbull, iría ficar fechado dentro da cela durante toda a estadia, a comida era dada através de um comedouro automático e não teria direito a passeio nem interacção, quer com cães, quer com pessoas. Independentemente do seu comportamento.

Sim, eu aceitei pagar mais 4€ por dia para que o meu cão possa esticar as pernas, ver pessoas e brincar todos os dias. E já agora, continuar a ser um pitbull sociável.

terça-feira, 19 de março de 2013

Ausência e Papa novo

E quando dei por isso o meu último post foi sobre o Bento, já há mais de 2 semanas.
Custa-me admitir, porque odeio esta ideia de quando somos mães deixarmos de ser pessoas, mas de facto a minha ausência aqui deveu-se ao facto simples e directo de agora ser mãe. E putos doentes é uma coisa que ocupa tempo, muito tempo, e paciência....
Mas vá, não foi só por ser mãe, foi por também eu estar doente. E batido o record dos 6 dias sem voz, com uns impressionantes 10 dias, venci finalmente a pneumonia que o meu querido J me pegou.

Pneumonias tratadas e a gripe do F quase quase a acabar, eis que me lembrei que tenho um blog e deixa cá ver o que lá escrevi da última vez. Bolas, duas semanas com o Bento na primeira página? Não pode ser, ainda por cima o Francisco até é mais simpático e tudo, só por esta foto já gosto dele! É boa pessoa de certeza.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Eu também quero escrever sobre o cãozinho e a criancinha

Não vou defender a criancinha nem assinar petição nenhuma contra o abate do cãozinho, nem me vou alongar acerca dos fundamentalistas de ambas as partes e a sua cegueira habitual. Sobre isto tenho apenas a dizer que cada caso é um caso e deve ser devidamente avaliado pelas autoridades competentes, apenas tenho pena que não haja processos sérios de avaliação de comportamento animal antes do abate, e sobre a falta de fiscalização dos registos animais acho que já falei aqui. E é tudo o que direi nesta eterna luta pitbull / criancinhas e agora até nem me podem acusar de lobby nenhum, porque tenho 2 de cada.

Aquilo que me salta à vista nisto tudo é a facilidade com que sai uma notícia e a variedade de textos e versões que existem sobre o mesmo acontecimento. Quando tentei fazer uma pesquisa de notícias para apurar afinal o que se passou, não consegui chegar a conclusão nenhuma, tal é a confusão de factos contraditórios que são reportados, alguns pelos mesmos membros de imprensa. Acabei por desistir e perdi o interesse pelo caso.

Afinal a criança tropeçou no cão e bateu com a cabeça no chão, afinal a criança tropeçou na escada e bateu com a cabeça no cão, afinal a autópsia não mostra dentadas de cão, afinal a autópsia mostra que o cão esmagou o crânio da criança....Caramba! E se esperassem 5 minutos pelos factos antes de publicar? Não?

A mim dá-me a ideia que as redacções dos jornais e TV's funcionam mais ou menos assim:
- Chefe, tenho a informação de que uma velhinha foi atropelada na estrada nacional enquanto vendia laranjas!
- Isso não interessa, segue!
- Mas chefe, na altura ía a passar uma testemunha que levava um pitbull pela trela.
- PUBLICA! E investiga se o pitbull gostava de laranjas!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eu vou para o Inferno

Fomos visitados ontem à noite por uma cabra preta que decidiu pernoitar perto do local onde passeamos os cães, com os seus 2 cabritos.
Mas não é pela visita deste animal chifrudo da cor do carvão, frequentemento associado ao Diabo, que vos digo que vou para o Inferno.

O que se passa é que no local está também a horta do meu vizinho, e esta manhã, quando saí para ver se a cabra ainda lá estava e se podia levar os cães, dei com a horta do vizinho depenada de couves. Mas mesmo todas! E eram muitas. Sobraram as alfaces, e umas couves mais pequenas de outro grupo, cujas folhas maiores foram ainda assim mordiscadas a toda a volta.

E qual foi a minha reacção? Lamentar o coitado do senhor que todos os anos faz uma tal plantação que concerteza alimenta toda a família pelo Natal, e que a cabra estragou o Natal de uma família inteira?  Não!

Desatei-me a rir (razão nº1), mas a rir de tal forma que tive de suster a respiração para tirar uma foto (razão nº2) sem tremer.
(Vão ver a foto e vão pensar: "Mas não se vê couves nenhumas!" Exacto!)

A ideia do Natal estragado nem sequer é minha, foi o Homem-Que-Não-Assina que me disse quando lhe liguei para contar (razão nº3).

E tenho pena de não ter tirado foto da cabra (razão nº4), mas era de noite e a cabra era preta e eu não a queria assustar (razão nº5) com o flash.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Falta de espaço


A próxima vez que comprar uma casa tenho de medir primeiro os cantos onde os cães se podem deitar à sombra.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ainda hei-de ir para o Céu (dos Sapos)

Mais uma vítima salva das garras dos montros do quintal. Mais uma boa acção para o rol.


Nota mental: tenho de começar a andar com a máquina fotográfica nos dias a seguir à chuva, que o tamanho dos espécimes não permite fotos decentes com o telemóvel.

terça-feira, 17 de abril de 2012

As leis são para os parvos

Chego à conclusão que quem é realmente estúpido somos nós, as pessoas honestas.
Nós, que gostamos de dormir descansados e que nos metemos em trabalhos para cumprir a lei, quando cada vez mais me convenço que é tão mais fácil não cumprir nada e ir seguindo em frente como os demais.
Nós, que por termos cães "potencialmente perigosos", nos damos ao trabalho (e não é um trabalho, é uma trabalheira), de pôr chip e tirar a licença e fazer o seguro, e nos desdobramos em apelos e papeladas porque não se tira a licença sem seguro e não se faz seguro sem licença.
Nós, que depois de passar por tudo isto todos os anos, sabemos que cada vez que entra um cão destes num canil ou veterinário, não é passado na máquina em busca de nenhum chip, e que todo aquele trabalho que tivémos não reverte de forma alguma a nosso favor, mas serve apenas e só para nos imputarem culpas caso o cão faça alguma coisa.

O meu cão desapareceu por um dia, foi dos piores dias que tenho memória e depois de horas a procurá-lo, na minha boa vontade, e muito a custo, fui ao posto GNR para fazer a participação do desaparecimento.
Incrédula na justiça, ainda me restava a esperança que a minha participação  fosse útil para que fosse emitido um aviso às unidades que andam na rua ou aos canis, para o caso de encontrarem um cão com aquela descrição.
Mas sabem para que serve a participação à guarda? Para pagar uma coima por ter perdido o cão. Apenas e só para isso! Nenhum aviso será emitido, os canis não serão avisados, nem tão pouco os veterinários.
Como é óbvio, assim que percebi isto, "lembrei-me" imediatamente onde tinha deixado o cão.

Mas entretanto ficaram na memória as únicas frases que ouvi:"se alguém reportar uma ovelha comida..." ou "se alguem o atropelar e partir o carro..." ou "se alguem fizer uma queixa"...."então a sra será imputada da responsabilidade penal".

Se o cão não tivesse chip, se eu não tivesse gasto tempo e dinheiro a cumprir a lei, ao perder o cão ficaria apenas triste e desolada, sem mais preocupações, penais ou legais. Provavelmente ía começar a dormir melhor mais cedo, sem medo de me aparecer a guarda para me levar.
Preocupação com o meu caso? Nenhuma!
Protecção ou diferenciação para os donos responsáveis e cumpridores da lei? Nenhuma!
Benefícios de cumprir a lei? Nenhuns!

O cão reapareceu em casa, sozinho, e na minha cabeça já ressoam milhentas ideias de como o identificar melhor, mas uma coisa fica assente: continuarei a cumprir a lei, porque sou parva.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Missão cumprida

Dar banho ao cão, sozinha.

O material: check!


















O cão: ainda não sabe, mas... check!














Banho: check!


Ignorem o facto de o cão estar preso durante a tarefa...pormenores, pormenores.
O que interessa é que está lavado!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Micro-sapos

Eu ía hoje publicar uma BD sobre a praia, mas não me parece adequado ao ambiente lá fora....
Sendo assim, faço um post sobre chuva.

Sempre que chove a cântaros ocorre um fenómeno da Natureza na minha terra. Todos os sapos saem das suas tocas (que ficam alagadas, julgo eu) e toca de procurar um sítio melhor e menos "húmido", sítio esse que acham muitas vezes ser o meu quintal.

Nesta altura do ano os ditos sapos são ainda micro-sapos, mas independentemente do tamanho, é comum salvarmos alguns das garras de "Maria, o Terror dos Escaravelhos (ou algo que se pareça com um)". Ontem à noite salvei três, esta manhã salvei mais este.

Nem todos os sapos recorrem ao meu quintal. Há também os que acham que o sítio melhor está do outro lado da estrada e toca de atravessar e parar para ver o mapa no meio, o que tornou célebre a frase "Cuidado com os sapos!" nas viagens que fazemos à chuva.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tomateiro Gone Wild

Soubesse eu que era só queixar-me no blog e já o teria feito há mais tempo.

Distraí-me uma semaninha a dar tiros na mata e quando dou por isso o tomateiro-cherry está possuído e vai por aí acima, dando tomates a torto e a direito.

Comprei-o no Lidl em Maio por 0,50€, era uma coisinha enfezada com 10cm. Para terem uma ideia do tamanho que tem agora, fiz o Nero posar-lhe ao lado.


Na foto, da esquerda para a direita: o Nero, o maracujá e o tomateiro-cherry. Sempre fotogénico o meu cão!

Sim, aquilo é uma esteira de cabos a segurar o maracujá e sim, já levei nas orelhas do antigo dono dela...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nero, o rejeitado famoso

Cão de porte considerável e de espírito livre, difícil de compreender pelos comuns mortais que não percebem os cães, Nero é um animal simpático, que cativa qualquer pessoa que se disponha a passar algum tempo com ele.

Mas para a maioria das pessoas, sem paciência para dispensar um pouco de tempo a compreende-lo (ou a qualquer outro cão), é apenas um monstro salivante hiper-activo, o que torna difícil a tarefa de o deixar com alguém durante as férias. E aqui é que está a ironia, pois exactamente por ser sempre um rejeitado acaba por ser o sortudo que vai com os donos a todo o lado enquanto a Maria fica em casa, de alguém, mas continua a ser uma casa!

Lá calha de vez em quando uma viagem onde nem o Nero pode ir e nesses casos, mais uma vez em vantagem sobre a Maria, fica no "hotel". Aí, tem um quarto só para ele, espaço para a brincadeira e cães com quem "conversar" o dia inteiro. Tornou-se um cliente habitual e quando telefono a marcar mais uma estadia, assim que digo o nome do cão tenho imediatamente uma reacção entusiástica e sorridente do outro lado: "Ah é o Nero? Sim, sim, já sei qual é!"

É bom saber que há mais alguém que o compreende. Nem todos os cães são iguais, e sinceramente admiro o meu, que não hesita em mostrar todos os dias que é feliz só porque sim, só porque está vivo, só porque tem amigos. E não chega?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Enfermeira nas horas vagas

E digam lá que não faço uns pensos jeitosos!


Desta vez, uma unha "encravadódesfeita". Mas para o sistema de protecção de pensos comecei logo pelo açaime com meia, que isto não vai lá com funis!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Conversas Alheias

Ouço na mesa ao lado:

"Está bem, traz lá o bicho, o pior que pode acontecer é ele começar a mijar em casa e nesse caso tem bom remédio, deixamos-lhe a porta aberta e vai à vidinha dele!"

Foi por pura vergonha (por ter de admitir que estava a ouvir a conversa) que não fui pregar um valente tabefe no autor desta frase. Pessoas destas metem-me nojo!

Ok, pronto, um tabefe talvez não, mas uma valente reprimenda e enumeração de tudo o que um cão faz por nós que muitos humanos não fazem, disso não se escapava.

A sério, se não pode ou não quer ter um cão, NÃO TENHA!

sábado, 24 de julho de 2010

Hora da sesta

Os cães serão bichos de ascendência espanhola?


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dia de Banho

Três bichos extremamente satisfeitos:



E outros dois assim-assim:


(clicar nas imagens para ver maior)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Estivesse eu mais mal disposta...

Pedi para sair mais cedo do trabalho e fui praticamente a voar para apanhar a Junta de Freguesia aberta.
Lá consegui chegar ainda com tempo de sobra e ao entrar fiquei toda contente por ver que não havia ninguém na fila.

Aproximei-me do balcão já com os documentos na mão e dirigi-me à funcionária:
Eu - Boa tarde, venho renovar a licença do cão.
Func - Ah sim, dê cá os papeis, pode vir buscar amanhã.
Eu - Mas costumam fazer isso na hora.
Func - Mas hoje já não dá.
Eu - Eu liguei durante o dia, disseram-me que a junta fecha às 17h30.
Func - Pois, fecha às 17h30.
Eu - Mas são 17h10.
Func - Pois.

Fiquei alguns segundos calada, a tentar decifrar em que dimensão é que 17h10 já passa das 17h30 e vendo que a funcionária já tinha posto os meus documentos na pilha "A fazer" do dia seguinte, consenti e saí.
Não fosse este um meio tão pequeno onde toda a gente se conhece e onde mais tarde ou mais cedo se precisa do favor de alguém, tinha armado ali banzé. Mas de repente assaltaram-me imensas ideias de telefonemas de telemarketing que posso fazer todos os dias às 17h29...

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Reparem na hora de publicação do post...ainda tive tempo de chegar a casa e escrever isto...