Feliz hora em em que decidi ir investigar um novo hipermercado de abriu no Natal perto do meu trabalho.
Esperei 4 meses desde a inauguração, pareceu-me uma boa margem para que a relação hipermercado - compradores compulsivos perdesse o entusiasmo inicial. E acertei!
À hora de almoço o hipermercado estava vazio, corredores enormes, só para mim e para o meu carrinho. Era tal a paz que até me dei ao luxo de ir passear para o corredor dos livros e como habitualmente, desde há 3 anos, uma das paragens foi nos livros infantis. E o que vejo eu entre o Mickey e a Doutora Brinquedos?
ISTO!!!!!
Livros do Petzi!!!! Infelizmente só estes dois, que agarrei de imediato.
Lembro-me destes livros, acho que estavam na casa do meu avô, numa edição com tradução brasileira, em papel tipo jornal. Tive a vaga esperança que fossem encontrados há pouco tempo, quando se fez a grande arrumação dessa casa, mas não...perdidos para sempre.
Quando eu era pequena, li-os e reli-os imensas vezes e lembro-me que já eram velhinhos, e que lhes faltavam páginas, mas nada disso diminuía as imensas gargalhadas que me deram.
Lembro-me muito bem deste em especial, "A ilha das tartarugas", em que a estupidez e o non-sense se repetem incessantemente. Tão bom!
Conforme diz este artigo que entretanto achei à procura de onde comprar os outros da colecção:
"Lembra-se do Petzi? Se respondeu não à pergunta anterior é provável que não tenha sido criança (nem pai ou mãe) nos anos 80."
E estou em pulgas para chegar a casa, lê-los e guardá-los na estante, perdão, na minha biblioteca pessoal. Ainda mais em pulgas para os mostrar aos miúdos quando tiverem idade para apreciar e deliciar-me enquanto eles dão as mesmas gargalhadas que eu já dei. Provavelmente esta última parte não vai acontecer...nunca se entusiasmam com as mesmas coisas que eu....vai na volta acham mais piada ao saco de plástico em que os livros vão. Assim, tipo os gatos!
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sábado, 9 de abril de 2016
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
A geekness em mim
Numa era em que estou totalmente convertida ao e-reader, tanto que já nem me lembro a que cheiram os livros a sério (sim, também acho que o cheiro faz parte da experiência mas passa depressa quando percebemos que podemos levar uma biblioteca inteira em 6 polegadas), o que é que é coisa para me fazer pegar num livro a sério à primeira vista e não mais o largar que é o único da prateleira e ai mãezinha que isto existe mesmo?O que é que é coisa para me fazer abandonar a minha recente lista de grandes obras literárias, ao estilo "100 livros que tenho de ler antes de morrer" para abraçar de imediato um romance que já sei de antemão que será fraquinho em termos de literatura mas rico em trocadilhos e frases chave e decidir já aqui e agora que estas férias o e-reader fica em casa?
Sim, um romance de ficção escrito por um escritor de ficção. O "Heat Waves" de Richard Castle! O primeiro romance com as aventuras de Nikki Heat! Mais perfeito só se fosse a edição em inglês para apreciar em pleno os diálogos e trocadilhos.
Espero não ter feito uma cara demasiado obcecada quando vi o livro na estante da loja...e se os leitores forem tão leigos nesta área como os restantes clientes daquela loja, devem estar com a mesma cara de quem me viu agarrada ao livro.
Deixem-me colocar-vos em perspectiva:
É como encontrar à venda o canivete do MacGyver. Eu comprava!
É como encontrar à venda o canivete do MacGyver. Eu comprava!
É como ir ao supermercado e no corredor dos produtos anti pragas estar disponível uma mochila de protões (para a caça aos fantasmas... esta ofereço eu, escusam de googlar!). Eu comprava!
É como descobrir uma loja de animais onde de vendem Gremlin's! Ok, não comprava... mas percebem a ideia!
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Estou bem onde não estou
Estava aqui a pensar naqueles escassos dias de férias, em que desesperei por não conseguir ler uma página inteira sem ser interrompida por um choro ou um brinquedo e desespero agora porque gostava de os repetir, nem que o preço disso fosse o dobro das interrupções.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A Biblioteca
Arrumar a biblioteca levanta sempre uma série de questões, começando pelo próprio facto de poder ou não chamar biblioteca a uma colecção de livros, tão aleatórios em tema e estilo como em cores de capa.Essa indecisão só por si inicia um outro processo, que é separar os livros que se querem manter e os que se podem dispensar, vender, dar, etc. E neste processo encontram-se aqueles "guilty pleasures", verdadeiras tangas literárias, vergonhosas de mostrar numa dita biblioteca, mas que gostámos tanto e nos custa perder. "Meto-o na prateleira de baixo, ninguém olha para essa, mas a estante está ao cimo da escada, quem sobe é capaz de ver, e além disso, caramba, também não se pode ter só clássicos, que se lixe, fica na secção das comédias, embora seja supostamente um drama."
Depois há o livro escrito por um amigo próximo, que tem lugar na prateleira dos clássicos, entre o Principezinho e o Grande Gatsby. Não é um ainda, mas um dia será e estar na prateleira certa é um começo.
Há os livros que achámos uma seca mas que são obrigatórios manter. Há ainda os que já lemos emprestados mas ficamos a pensar que temos de comprar um só para por na biblioteca, como Os Maias, porque parece mal ter uma biblioteca sem eles.
"O que raio faço aos Harry Potter?" Não os vou ler outra vez, mas um dia era engraçado ver se os putos gostam, mas nem sequer os tenho todos em português, os últimos são em inglês e em versão audiobook.
Encontram-se mais livros por ler do que pensávamos. A pilha é suficiente para não precisar de ir à Feira do Livro durante os próximos 2 anos, mas tenho a certeza que na próxima vêm mais 2 ou 3.
Findo isto, e retirados 3 ou 4 livros que são de facto para eclipsar, vender ou queimar, e não querendo incluir a BD, que tem a sua própria estante no andar de baixo, olho para a minha biblioteca e penso onde raio tinha a cabeça quando imaginei que ía cobrir aquela parede de cima a baixo com estantes de livros, "pareciam tantos na outra estante...". Tenho meia dúzia de obras que sim senhor, e o resto mostra bem a minha curiosidade em experimentar coisas novas, descobrir autores, comprar aquele porque tinha uma capa gira, ou o outro porque gostei do resumo na contracapa. E se duvidam dos meus métodos digo-vos já que descobrir autores já me causou mais dissabores que as capas giras. O Rui Zink, autor que ouvi dizer que era bom e por isso comprei, está nos 3 ou 4 que vão embora.
Ainda me falta muito para cobrir a parede, e mais ainda para lhe chamar biblioteca, mas nesta colecção desgarrada de estilos e cores, encontrei boas surpresas e páginas que vou querer rever um dia.
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A minha alegre casinha,
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Visão Periférica (ou... Espera lá, casou com quem?)
Visão também conhecida como visão tangencial, é a capacidade do individuo de enxergar pontos a sua frente e ao redor do seu campo visual, ou seja, é aquela que se forma fora da mácula, na periferia da retina. Trata-se de uma visão pouco rica em detalhes, em que o individuo percebe a presença dos objetos e movimentos, mas nada nítido, quase desfocado. Isto acontece porque a luz incide nos olhos de forma retilínea à frente destes e tudo o que está ao redor aparece desfocado.
Voltei atrás, afinal não era um babuíno.
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Este blog instrói,
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Leituras no Dia do Livro
Hoje diz que é Dia do Livro. Eu tenho em mãos neste momento um calhamaço daqueles que se lê muito bem, nem lhe chamaria calhamaço, não fosse o peso. São 464 páginas, vou perto da 80 e recomendo:
http://www.goodreads.com/book/show/9110878-as-servi-ais
Se não estão a ler nada, hoje é o dia ideal para começar.
http://www.goodreads.com/book/show/9110878-as-servi-ais
Se não estão a ler nada, hoje é o dia ideal para começar.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
J - O intelectual, F - O Futebolista
Na estante, ao lado do Saramago e do Gandhi, estão agora títulos como este:
A experiência de literatura tem sido positiva com o J, está sempre atento, muito interessado nos desenhos enquanto eu passo as páginas e conto a história.
Com o F, já fiz várias tentativas, mas a reacção é sempre a mesma: abro o livro e....BAAAAAAAA (berreiro)!!!
Hoje comprei um outro tipo de livro, dos de popup, para ver se consigo uma reacção melhor, talvez esta:
Se quiserem ver o episódio completo está aqui, ou então vejam só a solução que ele encontrou para ler o livro aos 10:13.
![]() |
| Tenho de adicionar este no GoodReads |
Com o F, já fiz várias tentativas, mas a reacção é sempre a mesma: abro o livro e....BAAAAAAAA (berreiro)!!!
Hoje comprei um outro tipo de livro, dos de popup, para ver se consigo uma reacção melhor, talvez esta:
Se quiserem ver o episódio completo está aqui, ou então vejam só a solução que ele encontrou para ler o livro aos 10:13.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Feira do Livro 2012
Se houve quem se tivesse ido desgraçar no Pingo Doce, no Dia do Trabalhador, eu cá fui-me desgraçar na Feira do Livro.
Este ano a desgraça foi maior que no ano passado. Ao todo, 27€ gastos, e 3 novos óbvios (a roçar o cliché) para ler:
Equador - Miguel Sousa Tavares
Intermitências da Morte - José Saramago
Quinta dos Animais - George Orwell
Este ano a desgraça foi maior que no ano passado. Ao todo, 27€ gastos, e 3 novos óbvios (a roçar o cliché) para ler:
Equador - Miguel Sousa Tavares
Intermitências da Morte - José Saramago
Quinta dos Animais - George Orwell
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
O Mundo está entregue aos bichos
É o que concluo quando na minha primeira aula de um Curso de Gestão, um professor de Direito nos manda ler "O Triunfo dos Porcos" e a "Ilha dos Pinguins".
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
D. Quixote Interactivo
Hoje tenho uma dica para os intelectuais.
A Biblioteca Nacional de Espanha iniciou esta semana a publicação do projecto Quijote Interactivo, com a digitalização em muito alta definição das primeiras edições da obra de Cervantes, D. Quijote de la Mancha, para leitura online. Estão disponíveis as edições de 1605 a 1615, com as páginas no dialecto tradicional ou em modo de tradução para o dialecto moderno.
A acompanhar estão ainda algumas imagens de mapas, ilustrações e gravuras que acompanhavam 43 edições desta e de outras obras de Cervantes, residentes nos arquivos da BNE.
Infelizmente, quando pensaram neste projecto não pensaram na sobrecarga que os servidores iriam sofrer, com milhares de leitores ligados online, a folhear páginas, pedir traduções e ver gravuras. E por esta razão, tem sido complicado nestes últimos dias aceder à aplicação. Só consegui nos dias 26 e 27, depois disso não tenho conseguido. Mas aconselho vivamente a tentarem, vale bem a pena.
Para ler a obra em modo interactivo: http://quijote.bne.es/
Mais informações aqui: http://www.bne.es/es/Colecciones/Cervantes/Quijoteinteractivo/index.html
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Leitura Actual
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Funeral Blues
Ontem à noite, enquanto reparava material do tiro, revi um dos meus filmes preferidos "Quatro Casamentos e um Funeral" que estava a dar no Canal Hollywood. É nele que está uma das minhas cenas favoritas de todos os tempos. É uma cena de um velório, muito triste e pesada, mas onde é recitado um poema de W. H. Auden que acho lindo. Gosto ao ponto de, apesar de não ser muito dada a poesia, quando estive em Nova Iorque ter comprado um livro deste autor, por conter o tal poema.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O que ando a ler
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