sexta-feira, 16 de julho de 2010
Não se exaltem que isto já passa
Para quem já está a rogar pragas ao S. Pedro por estar a boicotar o belo do fim de semana na praia, sosseguem o espírito que S. Pedro está só a reinar:
E agora?
Sou uma fã de máquinas, e máquinas antigas então nem se fala.Já expliquei aqui a minha grande alegria quando recebi a minha "nova" máquina de costura. Coitadinha, com mais de 60 anos, tem trabalhado bastante e já se esperava que mais dia, menos dia, me pedisse descanso.
O que me faz ser fã destas "velharias" é o facto de serem mecânica pura, são apenas peças, engrenagens e parafusos, sem a confusão da electrónica pelo meio, que só atrapalha e avaria.
Pois a minha Borletti avariou exactamente no único elemento eléctrónico que tem, o pedal com o reóstato.
Não é grande drama, sem este condensador funciona na mesma, mas perdi um pouco a suavidade no controlo da velocidade. Seria até fácil de substituir por outro condensador, não fosse o facto de este ter queimado exactamente no sítio onde está escrita a capacidade e no manual ensinar a desmontar e manter a máquina toda, à excepção do pedal.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O toque final
Por vezes conheço homens que devido ao modo delicado como falam e se comportam me deixam na dúvida se não serão gays.
Não quer isso dizer que os trato de forma diferente ou que vá iniciar uma pesquisa sem tréguas para descobrir a verdade, mas fica sempre a dúvida no ar, até um dia se confirmar ou não, por um qualquer acontecimento.
Ora, hoje vi uma destas pessoas, sobre a qual ainda pairavam as minhas dúvidas, chegar ao trabalho num Smart.
Tá decidido, é gay!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A ouvir música
Há chamadas em que me deixam tanto tempo pendurada a ouvir música que tenho de fazer um post-it para não me esquecer com quem estava a falar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Second life
Quando vejo uma pessoa (forte e de boa saúde) a chamar alguém porque há um biombo ou uma planta que está de esguelha, fico sempre num estado de espanto, porque se eu própria vejo algo fora do sítio, vou lá endireitar, arranjar, etc., e sinceramente tenho vergonha de o pedir a quem quer que seja.
Quando alguém faz um escândalo, porque encontrou, que horror, um mosquito a voar no refeitório, e ai que devíamos já fechar isto tudo que está impróprio para consumo, fico eu a pensar como será a cozinha da pessoa em questão, pois será provavelmente um cenário de filmagens de uma qualquer revista de decoração, de tão incólume que está.
Vejo pessoas a estacionar de qualquer maneira, a utilizar os equipamentos sem qualquer cuidado, a agir diariamente sem qualquer respeito pelos outros, a fazer coisas que não me passa pela cabeça alguma vez fazer, seja por motivos morais, pessoais ou simplesmente higiénicos, e depois vejo estas mesmas pessoas a agir como seres superiores, sempre à espera de alguém que lhes faça as tarefas extra-função-laboral, mesmo os de funções mais básicas.
Parece-me que há quem tente fazer do emprego uma segunda vida, para compensar a primeira. Na segunda vida tudo é perfeito, não há sujidade, não há desarrumação, não há frio nem calor, não há que fazer trabalhos menores, nem sequer há insectos!
O trabalho não é onde podemos ser ricos e poderosos, é onde lutamos (e por vezes nos sujamos) todos os dias para cumprir o que é preciso. E o que é preciso é ultrapassar o dia, ganhar o ordenado, e ir para casa, para a verdadeira vida.
O trabalho é sim uma segunda vida, mas é secundária, e é suja! Se fossemos ricos e poderosos não estávamos aqui....
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