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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um bocadinho antes de queimar


Posso garantir-vos que a temperatura ali era humanamente insuportável.

Pelos vistos felinamente era o ideal para pensar na vida...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Nada se perde, tudo se transforma.

Éramos uma equipa. Mais que uma equipa, éramos amigos.

Porque a vida não pára e as pessoas têm sonhos e ambições, a equipa foi ficando mais pequena, mais pobre e talvez por isso mais unida que nunca. Alguns partiram e outros simplesmente mudaram, por dentro.

Quando o penultimo membro nos deixou e ficámos só nós, chorei.

"Porque choras?" perguntaste tu. Porque apesar de sermos o núcleo desta equipa e sermos no fundo tudo o que interessa, todos os outros partiram e fazem-me falta.

Mais do que nunca, a equipa era agora unida e como uma só. Aguentou mais tempo do que a equipa inicial tinha aguentado, mas chegou tambem a hora em que a vida me puxou para fora (ou para cima) e tive de seguir.

Sei bem que ao mudar te deixei numa situação difícil, frágil e seria provavelmente o teu fim tambem. Mas só o fiz com a tua aprovação.

Como esperado, por mais vontade e determinação que se tenha, sozinho é muito dificil mudar o mundo (ou os hábitos) e passado pouco tempo chegaste ao teu próprio ponto de ambição.

Durante este tempo em que a equipa foste só tu, não sei como mas era como se a equipa perdurasse, como se ainda existíssemos.

Sei que é uma ideia egoísta mas tu eras o que restava (um símbolo) de algo que foi muito importante para mim, que me fez crescer por dentro.

Foi por isto que acolhi a notícia com muita tristeza e pesar.

Para mim era o fim da equipa, o fim do nosso ideal, do qual eu própria desisti por saber que não era o rumo certo.

Não sei o que vais decidir, se vais aguentar o barco sozinho ou se vais definitivamente seguir outra rota.

Seja qual for a decisão, acompanho-te.

Afinal, somos uma equipa. Seja onde e como for!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nº 100

Reparei agora que já tenho 99 posts. Reparei tambem que ainda não vos contei como foi o meu fim de semana prolongado de fim de ano. Impõe-se assim um post nº 100, para festejar e agradecer aos leitores que já cá vieram quase 100 vezes.
Em 2008 não tive férias, pensei que fosse fácil passar sem elas, mas estou de facto cansada e 4 dias seguidos em casa têm agora um valor acrescentado, sabem quase a férias.
De modos que tudo começou no dia 31 à noite, com o fogo de artifício no Terreiro do Paço, 19 minutos de luz e cor na companhia de 100 000 pessoas e mais tarde também dos Da Weasel.
Dia 1 à tarde fui fazer uma maratona de Wii para casa de amigos, amigos esses que nos batem aos pontos em número de bicharada lá em casa, desde cães a porquinhos da Índia, passando por coelhos, araras e peixes, não chegam a 100 mas andam lá perto.
Entusiasmada com a jogatana e com a bicharada, fui comprar dois jogos para a Wii e depois agarrei-me ao aquário, no qual já não mexia há 6 meses e tirei mais de 100 restos de plantas mortas e limpei o areão duas vezes...e ainda não está bom. Só parei porque os peixes já deviam estar chateados com a limpeza.
Depois lá fora, iniciei a construção do novo tanque para a Godzilla. Tirei à vontade 100 pazadas de terra daquilo que vai ser um mega-complexo tanque-terrário com 3m de comprimento, zonas de sombra, águas aquecidas e vista para o quintal.
Para terminar em beleza, no domingo antes de almoço, tive de correr os 100 m barreiras atrás do meu cão, que arrancou atrás de um gato, em pleno bairro de Alfornelos. Por acaso apanhei-o, porque o gato decidiu voltar para trás, mas estive bem perto de nunca mais o ver, raio do bicho é arraçado de chita. Depois de correr o mais depressa possível, aos berros, tentar barrar um pitbull que corre na nossa direcção a 100 km/h é uma experiência definitivamente a não repetir.
À tarde aproveitei para eliminar a pilha de roupa para engomar que ultrapassava já os 100 cm.
Foram umas boas férias, longe de tudo, só a dedicar-me às minhas coisas e esquecer as dos outros por 4 dias. Chegou para tomar balanço para o ano novo. Vamos a ele!

iPhosga-se!

Pronto, mal começa o ano e levo logo com a primeira desilusão!
O meu querido iPhone, está de novo embaladinho nos celofanes e na caixinha, pronto para ser devolvido.
O motivo? Bem...tudo começou dia 31 de Dezembro, quando estava a tentar receber umas fotos por Bluetooth, sem sucesso. No dia 1 encontrei um utilizador mais experiente e perguntei como fazia para transferir por BT ao que ele responde: "Não fazes!"
"COMO NÃO FAÇO?" - respondo eu em pânico.
Ele - "Não fazes! É uma política da Apple, não se transfere nada sem ser pelo iTunes!"
Ok, depois desta valente pancada, fui para casa ver fóruns, blogs, páginas de apoio psicológico e descobri milhares de utilizadores em fúria e descobri ainda que para além de não transferir ficheiros por BT, tambem não envia MMS's...política da Apple.
Na era das possibilidades Wireless e da comunicação grátis, um telemóvel topo de gama só permite transferência de dados ligado por USB a um computador ou então por mail. Parece-me uma excelente política esta...
E a resposta dos defensores da Apple é invariavelmente "Devias ter visto nas características técnicas!"

Ó meus senhores! Em pleno século XXI, quem é que vai ver se um telemóvel topo de gama permite envio de MMS's e transferências BlueTooth?
É como ir comprar um carro e perguntar se tem rádio ou vidros eléctricos!
É como ir comprar uma aparelhagem e perguntar se tem leitor de CD's!
É como ir comprar um frigorífico e perguntar se tem congelador!

Além disso, nas características técnicas não diz o que não tem! Porque supostamente tem tudo o que os outros telefones têm!

Fica assim "postada" a minha indignação e o meu próximo brinquedo, ui...esse até vai tirar cafés!
E vai ter um extrazinho...é mais barato!

A evolução da espécie

É curioso como em 5 minutos de perseguição um "passarinho coitadinho que está preso no sotão" passa a ser o "cabrão do pássaro, se te apanho...".

Bom...o pardal foi capturado e devolvido à Natureza, após várias ofensas e insinuações acerca da vida íntima tanto do pardal como de sua mãe.