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sábado, 18 de agosto de 2012

O Feriado afinal é uma Folga

O Feriado não é uma presença assídua aqui no blog, porque não é meu, mas sim da minha sogra, mas já teve direito a um post e uma BD.

Pois o Feriado foi comprado em 2005, para animar o escritório do nosso antigo emprego e foi assim baptizado simplesmente para chatear o chefe. Mas cresceu demais para se aguentar na tradicional piscina com uma palmeira no meio e teve de se mudar para casa do Homem-Que-Não-Assina.

Fred para os amigos, o Feriado cresceu então até mais de 30cm e segundo a literatura atingiu a maturidade no ano passado, ao completar 6 anos.

Como tem acesso a sair do seu lago, achávamos engraçada a sua teimosia em entrar em casa e explorar a horta, numa constante azáfama, debaixo de móveis e destruindo alfaces, e chegou-se ao ponto de ter de criar barreiras de passagem à prova de tartaruga.

Ora, todo este corropio terminou enfim, e percebemos agora o que buscava o Feriado nos seus passeios...um local de desova. Acabou por desovar 5 ovos na borda do seu lago. Afinal o Feriado é uma Folga! Pararam os constantes passeios pelo quintal, a sua missão está cumprida, mas infelizmente não houve um macho para acabar a tarefa.


E agora o desabafo de uma grávida do alto dos seus 85kg: "Até o caraças da tartaruga pariu antes de mim!"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Se calhar foi atacar o Japão

Um dia antes de eu partir de viagem, aconteceu uma desgraça. A minha querida Godzilla, ao ver o seu complexo terrário-tanque praticamente terminado (só faltava a vedação), decidiu fugir de casa e desapareceu para sempre.
Após muitas horas de busca, afastei da ideia todas as teorias macabras acerca do seu desaparecimento (comida pelos cães, levada por uma águia, atropelada na estrada ao cimo da rua, fugiu para Las Vegas para casar, ...) e quero sinceramente acreditar que foi pela rua abaixo e mora agora feliz e contente no riacho lá em baixo.
Ficam as saudades de um bicho de sangue frio, que não quer saber de mim nem do trabalhão que tivémos a impermeabilizar o tanque e a certeza de que tão cedo não haverá mais répteis ingratos a morar no meu quintal.

sábado, 18 de julho de 2009

Feriado ao kilo

Tenho na descrição de personagens do "BD Caseira" que o Feriado tem 1600 gramas. Após a última pesagem, chego à conclusão que já escrevi aquilo há muito tempo.
Onde é que já vai o 1,6kg! Menino da cidade, a comer fiado, está com 2kg bem pesados, quase bom para fazer sopa! É vê-lo na foto, aquilo são os meus pés e eu calço o 37, portanto estão a ver o tamanho...

A Godzilla, sua irmã gémea que vive no campo, tem umas tímidas 650 gramas, mas compensa em mau-feitio. Deve ser porque as obras do terrário-tanque não estão a correr pelo melhor. Isto dos empreiteiros de construção civil já se sabe, ou se faz um daqueles contratos com bónus por acabar cedo ou então nunca mais. Eu bem a avisei para não pagar adiantado...
Quando estiver finalmente concluído, vou-lhe colar um azulejo a dizer "Complexo Terrário-Tanque de Santa Engrácia".

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Visita ao andar modelo

...ou "Inspecção de Obra".

A futura habitante do complexo tanque-terrário foi este fim de semana visitar o local.

Gostou muito do decorrer das obras, apesar das queixas de que a água corrente era muito fria. Foi informada que o sistema de aquecimento ainda está em construção.

Já escolheu a cor dos azulejos e as loiças dos sanitários. Tirou as medidas às divisões e após a visita dirigiu-se ao IKEA para encomendar o mobiliário e decoração.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A rua da Joana

Não sou anti-social, gosto muito de pessoas, e até gosto de crianças, desde que estejam devidamente ocupadas a brincar (longe).
Mas este fim de semana eu tinha planos, queria utilizar o meu pedaço de terreno externo ao muro para fazer cimento, porque queria acabar o tanque da Godzilla, queria passar o sábado entretida de volta do que me dá gozo, a ouvir os passarinhos.
Às 09h00, começo a preparar tudo e começam a chegar carros, e a estacionar na rua (a tal que agora dá um jeitaço porque está alcatroada). Mais meia hora e eram 3 carros estacionados, montes de gente a andar de um lado para o outro e putos a jogar à bola. E a bola a bater no meu portão...e os meus cães malucos, claro!
Se eu quisesse morar ao lado de um parque tinha ficado a morar em Lisboa!
A minha obra atrasou-se imenso, entre ter de fazer porções mais pequenas de cimento e acalmar os cães que ganiam doidos porque tambem queriam jogar à bola, mas consegui. O sistema de esgoto está completo, a divisória para o terrário tambem, está pronto para aplicar a tela de alcatrão de isolamento térmico.
A meio da manhã aproveitei a chegada do homem do gás para ir falar com uma das pessoas lá fora, e descobri que afinal era um fim de semana especial, vinham semear batatas no terreno ali ao lado. Os míudos já tinham largado a bola e estavam no carro a discutir de quem era a vez de usar o Magalhães.
Afinal são pessoas simpáticas, pode ser que para a próxima lhes possa explicar que jogar à bola perto do meu portão provoca esgotamentos...aos cães e a mim!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Milagre de S. Martinho

Eram 17:30, eu dirigia-me para a sala do segurança, a maldizer-me por ter arranjado um trabalho às 16:50 que me ía fazer sair tarde.
Ao passar pelas cancelas da entrada, vejo um "objecto" no meio da estrada, mesmo a jeito de lhe passar um carro por cima. O "objecto" era do tamanho de um telemóvel, mas ao aproximar-me vi que tinha 4 patas e uma cabecinha.
O que raio faz uma tartaruga na entrada de uma fábrica? Terá falta de vista? Ou foi S. Martinho que resolveu fazer uma aparição em forma de réptil?
O lago que está na entrada não tem condições de alojar seres vivos, aquilo nem se pode chamar água, é uma mistela de algas castanhas com poeira dos camiões que passam.
As casas mais próximas estão a 200m dali, seja de onde for, a tartaruga fartou-se de andar.
Chamei-lhe S. Martinho, está de momento a repousar num alguidar com uma ilha improvisada, na minha cozinha. Já lhe arranjei dono, entrego-a na sexta feira. Parece que a filha do dono lhe vai chamar Rafaela, o que é engraçado, porque a minha primeira tartaruga chamava-se Rafael.

Agradeço a S. Martinho, que me lembrou numa tarde fria de trabalho das coisas que nos aquecem por dentro:
- ajudar um animal perdido;
- ver pessoas inesperadas fazer festas na carapaça de uma tartaruga com ternura;
- assustar os colegas de gabinete com um bicho no teclado;
- dizer "Olha! Vou levar uma surpresa para casa, que achei aqui na fábrica!" e ouvir "O quê? um brasileiro?" e rir até ter um ataque de tosse;
Enfim...foi dos melhores dias de S. Martinho que me lembro, apesar da chuva, do frio e da gripe.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

BD Caseira II

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