Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Lucas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lucas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lucas Marx 1994 - 2012

Lucas Marx nasceu a 10 de Abril de 1994, na Paúla, uma aldeia no concelho de Alenquer, filho de pai desconhecido e de Zuca, uma gata preta que habitava as imediações da casa da minha avó. Os primeiros dias de vida foram passados no monte de roupa passada da minha tia-avó, pois Zuca achou que a caixa com trapos que lhe tinham atribuído para o parto não era digna da sua ninhada.
15 dias depois veio para nossa casa um gatinho malhado como uma vaca, que nem andar para a frente sabia, a quem chamei Lucas Marx. Não, com 15 anos eu não tinha qualquer ideologia política, tinha era a cabeça de uma adolescente obcecada pelo Tony Carreira da altura: Richard Marx, que tinha 3 filhos, um deles chamado Lucas.

O Lucas cresceu, tornou-se um belo exemplar felino, cheio de energia e curiosidade e surpreendeu-nos com a sua esperteza desde cedo.
Teve uma vida preenchida, viajou algumas vezes, teve uma melhor amiga (a Niki), cresceu comigo, mudou de casa comigo, foi herói de BD, apreciou a vida no campo, caçou pássaros, casou-me e contribuiu em muito nas minhas decisões para me trazer até onde estou hoje.

Talvez por já ter cumprido a sua missão, foi no passado dia 16 de Janeiro que o Lucas nos deixou para sempre.

Sei que foi feliz e sei que fiz o melhor que pude para lhe dar o conforto e atenção que precisou e no último ano pode ter perdido força e energia mas nunca perdeu a sua personalidade. Esperávamos apenas o dia em que ía finalmente sucumbir à sua condição física, mas espera nenhuma nos prepara para um momento tão doloroso e sei que não sou só eu a chorar a sua partida.

Por tudo isto merece aqui esta homenagem. Tem agora uma "tag" com todas as histórias onde entrou e continuará a ilustrar o fundo deste blog.

São inúmeras as histórias que relatam a sua teimosia, o seu apetite, a sua liderança e superioridade e a tendência para relacionar objectos e situações como nenhum outro gato que eu tenha visto. Este blog só existe desde 2008 e mostra apenas uma ponta de tudo o que ele era, mas acreditem, Lucas Marx foi um Senhor Gato.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano da Super-Mulher

O Homem-Que-Não-Assina chegou a dizer "este ano estás armada em Super-Mulher!". E mesmo eu tive algumas dúvidas de conseguir sobreviver ao ano.

No meio de muito trabalho, estes foram os acontecimentos:

- Comprei a Lélé, finalmente tenho "A" mota. Paizinho, já dei 180km/h....
- Casei, aconselho vivamente, estou a gostar muito e para esse dia fiz as unhas pela primeira vez na vida.Um acontecimento por si só.
- O Lucas entreou oficialmente na condição de idoso e fez-me balouçar entre o stress e a tristeza profunda. Eu sabia que ía ser difícil mas nunca pensei ficar tão mal. É muito mais difícil do que se imagina, acreditem.
- Fui ao Campeonato do Mundo de Campo e voltei-me a sentir eu. Uma sensação que me deu ganas de treinar a sério, e tem dado frutos.
- Fui ao Campeonato da Europa de Field, decidi deixar de brincar com o compound e quebrei os meus records, fiquei em 3º e fiz o meu primeiro robin.
- Tirei um Curso de Especialização em Gestão e aprendi muito sobre como funciona o mundo.
- Investi num escritório que espero se torne pequeno muito em breve e eu tenha de o trocar por um prédio de 3 andares. Sim, sou optimista, muito...

E assim, foi entre tudo isto que, ao longo do ano, emagreci 15 Kg, de uns exagerados 72Kg para uns "Ai, o que é que andas a fazer rapariga?" 57Kg.
Meta para 2012? Engordar até aos 120Kg, hahahahaha!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

HULK ESMAGA!

Informo que este post vai provavelmente impressionar alguns leitores.
Tenho essa noção porque, o que para mim já é uma experiência absolutamente normal do dia-a-dia, demonstra ser algo anormal quando estou a explicar a situação e vejo as caras aflitivas de quem me ouve.

Sendo a minha cabeça um zero no que toca a datas, dá-me imenso jeito ter este blog para ir buscar referências de acontecimentos importantes. E assim sei que já lá vão 6 meses de cuidados diários ao felino idoso lá de casa. Sinceramente, se eu não fosse ver, diria que foram 2 ou 3, passa num instante.

Os cuidados diários incluem 10 minutos de soro subcutâneo e o que acontece quando se injecta cerca de 100ml de soro assim de repente é formar-se uma bolsa dentro da pele, que passeia pelo corpo do bicho, conforme ele se move.
Enquanto vocês já estão com esse ar aflito, estamos nós a rir de onde ficou a bolsa. Damos o soro todas as noites e se de noite nos rimos porque parece que o Lucas assaltou uma loja de conveniência e leva o "blusão" cheio de bebidas e chocolates, de manhã, quando já quase todo o soro foi absorvido e o restante já escorreu para a pata mais próxima, parece o HULK numa versão a preto e branco.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Domingo de (muita) chuva

Com um fim de semana todo para mim (sem trabalho e sem Homem-Que-Não-Assina), decidi deitar mãos à minha cozinha, que mais parecia o cenário de um filme alternativo, depois de semanas em que ambos os donos passavam da rua directos ao escritório, com uma breve abertura do frigorífico para tirar pronto-a-comer.
Sábado foi dia de arrumação e limpeza total nos armários (caramba, agora até tenho uma garrafeira!), e domingo foi dia de arrumar o balcão e de festejar a arrumação a fazer bolos e bolinhos, aproveitando para estrear uma forma de queques nova.

Lá fora chovia e trovejava (e choveu e trovejou todo o dia) a potes, os cães alternavam entre a cama e a porta da cozinha, conforme a chuva era mais ou menos forte. Os gatos era só cama mesmo. E eu entretida a fazer massa de bolo, quando descobri que me faltava o gengibre. Saí com o The Red Bimmer, deixando os preparos no fogão, e lá fomos até ao supermercado.
Na estrada, apercebi-me da violência da tempestade, especialmente porque fui apanhada por uma vaga mais forte na volta.
Em boa hora cheguei a casa, pois começava a cair granizo misturado com chuva muito forte e ao entrar percebi que algo não estava bem, porque o Ciro estava em pânico, miando desesperadamente à minha volta.
Na sala, o Lucas dormia profundamente (ser surdo é uma benção), a Niki  estava petrificada dentro do cesto da lenha e o chão estava a começar a alagar. Entrava água pelas janelas e pela porta e ainda eu despia o casaco quando comecei a ouvir barulho na cozinha. Era granizo que entrava pela chaminé, do tamanho de bolas de golfe, e estava a causar o caos no meio dos meus preparos dos bolos.
Tirar as cadeiras do chão, ir buscar panos, subir as cortinas, tirar as coisas do fogão, acalmar o Ciro, sei lá o que fiz primeiro, fiz tudo ao mesmo tempo. Desta parte não tenho fotos, o pânico era tal que não havia tempo.

Lá consegui conter a situação, com uma valente molha a desentupir os ralos das portadas das janelas. Limpei os estragos, acabei os cozinhados, pus a massa no forno e fui aquecer com um chá quente no sofá.


Atribulado que foi o meu domingo, os bolos ficaram um espectaculo e, aventureira, até os deixei a arrefecer debaixo da chaminé. Afinal quantas cargas destas caem por dia?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BD Caseira XIX

(clicar para ver em tamanho original)

Repost Agri-Doce

Uma pessoa gosta de escrever e depois dá nisto, ontem era para escrever um post agri-doce sobre um assunto mas quando comecei a escrever saiu-me uma coisa profunda sobre a aprendizagem da vida. Pelo menos eu achei que era profundo...
Que mania a minha de escrever primeiro o título e depois o texto.
Bom, hoje, para armar ao pingarelho e dizer que sou muita boa nisto da literatura, já escrevi o título e vou escrever sobre o mesmo assunto, mas a bater certo com aquilo lá em cima. É todo um espectáculo de variedades este blog!

A ideia de ontem era falar de como pode ser cómica uma conversa sobre a morte, em especial quando esta se repete de 15 em 15 dias e nestas circunstâncias:

Vet - "Então como vai o Lucas?"
Eu - "Vai muito bem, cheio de apetite, muito chato de volta de nós, muito activo!"

O veterinário olha para mim, com um ar incrédulo, como se eu estivesse a mentir ou a exagerar, e eu ía jurar que ele pensa "Coitadinha, ainda não caiu em si. Está em negação." e dou graças por ter levado o Homem-Que-Não-Assina comigo para que haja mais alguém naquela sala a dizer o mesmo, para provar que eu não estou maluca. Invariavelmente, depois do meu discurso, o veterinário olha para o HQNA em busca de palavras mais sensatas.

HQNA - Sim, é verdade. Sobe para cima do balcão, anda debaixo dos nossos pés, até lhe pusemos um guizo...
Vet sorri confuso - "Esse gato vai mesmo contra as leis da medicina, vamos lá ver como estão as análises."

Aguardamos então os 10 minutos do costume pelas análises enquanto comentamos entre nós que o veterinário parece esperar sempre notícias piores.
Ele volta à sala com ar triste e anuncia "Os valores baixaram mais um bocadinho" (ou a variante "Os valores estão iguais") e em seguida relembra-nos que já passou há muito o limite dos valores normais e que com estes valores seria de esperar que ele já tivesse partido, iniciando então a conversa de quem prepara os donos para o pior.

Vet - ... continuar com a medicação e com o soro todos os dias, para lhe dar algum conforto, e...é aproveitar cada dia. Ele está a esgotar as reservas que ainda tem...e tudo isto não é muito bom para a qualidade de vida dele.

E aí eu deito por terra o argumento com um:

Eu - Ele não se importa! Àquela hora já sabe para o que vem, mas vem para o colo sozinho e durante os 10 minutos do soro até dorme.

Mais um olhar incrédulo do veterinário e mais um olhar para o Homem-Que-Não-Assina, que confirma.
A ironia aqui (e onde está o agri-doce da coisa - AHA! Viram?) é que temos uma "aula" de preparação para a partida do Lucas de 15 em 15 dias, mas os 14 dias de intervalo mostram-nos o contrário. Todos os dias nos surpreende com um dos seus actos de espertice aguda, com a sua teimosia, com a soberania sobre os outros 2 lá de casa, com tudo o que faz dele o gato especial que é.
Apesar de vermos que não consegue engordar, que os valores das análises são mesmo muito maus e a piorar, de ouvirmos o especialista a dizer que tudo indica o pior cenário a curto prazo, com termos como "fase terminal", "degenerativo" e "esgotar reservas", o que vemos todos os dias é um bicho feliz. E isso é que interessa!



A despedida é no mesmo tom:
Eu - Então até daqui a 15 dias.
Vet - Sim, se não acontecer algo entretanto.

Saimos do consultório com um misto de emoções. Tristeza por nos serem relembradas aquelas palavras pesadas, e uma pontinha de orgulho por termos surpreendido o veterinário mais uma vez com boas notícias. A conversa depois da consulta acaba sempre em risota, chegamos a duvidar se a máquina das análises não estará avariada e falamos com o Lucas como se fosse um super-herói. Um super-herói velhinho, que merece todo o carinho do mundo por todas as boas acções que praticou.

A propósito disso, está quase na altura de vestir a capa...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Post Agri-Doce

Usamos e abusamos de palavras e chavões pela vida fora, mas só de vez em quando nos apercebemos realmente do valor de cada um(a). Muitas vezes se passa uma vida inteira dando uso a expressões que nunca se chegam a sentir na pele. E não há mal nenhum nisso, cada um tem as suas experiências e é isso que nos torna diferentes uns dos outros.

Este ano tem sido cansativo para mim, no sentido em que já aprendi o significado real de demasiadas palavras. Tive anos tão inúteis em aprendizagem, mas este está a ser realmente produtivo, talvez um pouco demais. Não sei se consigo reter tanto saber em tão pouco tempo.

Em mais uma visita ao veterinário, para acompanhar o estado do idoso lá de casa, deu-se uma conversa já habitual de 15 em 15 dias:
Vet - "Então como vai o Lucas?"
Eu - "Vai muito bem, cheio de apetite, muito chato de volta de nós, muito activo!"
Vet sorrindo - "Esse gato vai mesmo contra as leis da medicina, vamos lá ver como estão as análises."
(...)
Vet - "Os valores baixaram mais um bocadinho - (ou a variante "Os valores estão iguais") - estão muito abaixo dos valores normais, é continuar com a medicação, para lhe dar algum conforto, e aproveitar cada dia. Com os valores dele, normalmente ele já não estaria aqui, está a esgotar as reservas...
Eu - Pois...nós fazemos tudo certinho, todos os dias à noite. Damos o soro e o comprimido...
Vet - Pronto, então até daqui a 15 dias, se não acontecer algo entretanto.

E estas palavras ressoam cá dentro, dia após dia, e vão-se esbatendo ao longo dos 15 dias, confrontadas com o que os meus olhos veêm, confrontadas com um gato que continua a fazer asneiras, que continua a pedir colo, que continua mais teimoso que eu, confrontadas com a minha esperança inútil de melhoras. Felizmente de 15 em 15 dias tenho uma "aula" de reciclagem, para voltar a focar-me.

"Aproveitar cada dia"..."dar conforto"...são algumas das expressões que aprendi este ano, mas a que me tem feito mais impacto é que de facto, independentemente de saber muito bem em que situação estamos, "a esperança é mesmo a última a morrer".

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ah Ganda Lucas !!!

Quem me segue no blog talvez tenha só uma ideia disto, mas quem me segue pessoalmente sabe que as ultimas semanas não têm sido fáceis para mim, e possivelmente sabe isso até melhor que eu.

O Homem-Que-Não-Assina disse-me que esta história toda do Lucas me afecta mais do que eu penso. Ele lá saberá, que está a ver de fora, mas hoje dei-lhe razão, porque sinto-me com menos 10 kg que ontem, de repente já me apetece trabalhar e agir, e muito. Já me apetece fazer todas as tarefas que tenho adiadas. E só a ideia de me alapar no sofá sem fazer nada faz-me cócegas.

Esta piadola dos 10 kg até nem é descabida, pois tenho de facto menos 16Kg que há exactamente um ano atrás. Sim, a sério, mas depois falamos disso. Voltemos ao Lucas. A perda de "peso" de que falo foi desde ontem à tarde.

 Eu não vos saturei com dados clínicos e relatos de internamentos, mas o facto é que o meu velhote esteve mesmo muito mal nas ultimas semanas. Sem muitos pormenores, vários factores resultaram numa anemia muito grave, 10% de glóbulos vermelhos no sangue, e a idade a não ajudar.

Fez-me pensar que tinha chegado o fim, fez-me chorar a sério, fez-me gastar o equivalente a uma mobília de quarto de casal (da Cerne não, mas vá, uma das melhorzitas do IKEA) e fez-me definhar sem vontade de fazer absolutamente nada, enquanto esperava dia após dia que ele tivesse vontade de comer, que voltasse a ter o nariz cor de rosa, que voltasse a olhar para mim com o seu ar esperto.

Arriscámos uma transfusão, "para lhe dar tempo"-  frase que me desfez - "de reagir aos medicamentos", e esperámos. Arriscámos bem, o nível de glóbulos subiu para 18%, ele ganhou forças, voltou para casa a tempo de festejar os anos da Niki, e ficámos à espera de saber quanto tempo tínhamos ganho. Apenas isto, nada mais a esperar.

Mais uns dias, ainda 18%, bom sinal. "Está-se a aguentar bem." - disse o médico. Chamou-lhe "O Resistente". Já o conhece de outras "crises".

Mais outra semana, ontem, o nível a 20%, e o médico sem palavras, tão espantado quanto nós, não nos soube explicar como é possível, mas o facto é que o Lucas não está apenas a aguentar-se, está a recuperar, está a produzir glóbulos vermelhos. Ele não ganhou só tempo, ganhou mais uma vida. E de repente, não sei porquê, tenho vontade de trabalhar, de treinar, de escrever no blog. O Homem-Que-Não-Assina tinha razão, mas que raio, tem sempre...

AH GANDA LUCAS! Não mereces uma mobília de quarto, mereces um IKEA inteiro! Por falar nisso, lembram-se disto?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Na categoria Whisky

Este ano o "Ervilhas" passou ao lado de todos os aniversários da família, um pouco propositadamente para não saturar o tema, embora com uma discreta celebração no dia do meu, com a publicação da Edição Especial da BD Caseira (o blog é meu e eu faço o que eu quiser!).

Mas hoje não posso deixar passar a grande celebração que acontece lá em casa. Com o Lucas regressado de mais um internamento e em situação estável (já lhe chamam "O Resistente" no veterinário), estamos em condições de celebrar a passagem da Niki à categoria whisky. É isso mesmo, a menina faz hoje 12 anos. Haverá latinha para todos (especial Renal para o Lucas) e até o papão do aspirador será convidado.
O melhor esconderijo: "Mãe, tens uma manchinha de humidade na banheira...mal se nota."
Ao falar nesta novidade, disseram-me esta manhã que só tenho gatos velhos, e o meu humor anda muito sensível neste assunto pelo que resolvi responder a sério: "Eles envelhecem, sabes?". Respondi ainda que quando se decide adoptar um animal tem de se pensar muito bem no que se está a fazer. Quantos anos vai viver o animal, onde vai dormir e comer, onde vamos estar nós daqui a esses anos, estamos dispostos a abdicar de algumas coisas pela companhia dele, somos esse tipo de pessoa? São estas e muitas mais perguntas que têm de ter resposta antes de o levar para casa porque "é tão querido" e "tão pequenino".

Atenção que sou totalmente a favor das adopções não planeadas, aquelas de encontrar na rua e levar para casa em gesto de salvamento, mas lá está, é preciso saber de antemão que somos o tipo especial de pessoa que pode fazer isso.

O dia-a-dia de um idoso felino

Dieta especial e carradas de comprimidos.

Estou a pensar comprar-lhe uma daquelas caixinhas com compartimentos para os medicamentos: segunda, terça, quarta, almoço, jantar, etc...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

BD Caseira XVII



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Egoísmo e comparações

Tenho uma série de posts pré-escritos que não consigo acabar. Alguns por cansaço e falta de inspiração, mas outros por medo de ter de escrever um no dia a seguir que os irá anular.

No outro dia chamaram-me egoísta quando à recorrente conversa do "Então quando é que têm filhos?" eu respondi já sem paciência com um "A minha vidinha vai muito bem assim, não preciso de mais trabalho e chatices!".

E perguntam vocês o que têm estes dois assuntos a ver um com o outro.

Ora, na primeira frase estou a falar do Lucas e do seu equilíbrio delicado de saúde. Tenho 2 BD's prontas a sair, tenho 1 ou 2 posts com historietas, tudo com ele. Mas e se eu publico e no dia a seguir ele tem uma das muitas recaídas em que fica tudo pendente? E terei então de publicar que afinal ainda ontem ali estava ele na praia todo contente e hoje ficou internado e muito mal. Serei capaz? Ou será que me vou passar e apagar os posts em que ele estava bem, para dar coerência ao discurso e não baralhar os leitores?

O meu bicho a sofrer e eu a preocupar-me com a sucessão e coerência de meia dúzia de posts idiotas num blog, isso é egoísmo.
O meu velho amigo a ficar cada vez mais fraco em cada visita ao veterinário e eu continuar a submetê-lo a mãos e ambientes que ele odeia, em troca de mais uns dias da sua companhia, isso é egoísmo.
O não conseguir decidir se estes cuidados contínuos que lhe possibilitam estar 2 ou 3 semanas muito bem, quase como um gato adulto normal, compensam os 3 dias infernais que passa internado quando tem uma recaída, isso é egoísmo.

O não conseguir sequer perceber se fazer tudo o que posso para ele estar bem, seja ter 3 camas diferentes espalhadas pela sala, comprar todas as comidas possíveis para que ele coma qualquer coisa, vigiar as idas ao WC, e estar atenta como um falcão a todas essas e outras constantes mudanças de comportamento, é de facto para o bem dele ou apenas para a minha paz de espírito, sou eu a sentir-me egoísta.

Egoísmo é tudo isto e NÃO É quando dou mais valor à vida que tenho actualmente do que à de um ser que ainda nem sequer foi concebido! Dá para perceber?

Informo que após este desabafo, o blog prosseguirá agora com os posts idiotas do costume, independentemente da sua coerência e sucessão.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lucas vai à praia

Nem tudo é mau nisto de estar doente e precisar de cuidados continuados, dirá o Lucas.

Este ano teve direito a acompanhar os donos nas férias, o que os obrigou a alargar um pouco a bagagem do costume.


E quem sabe se o ar da praia não lhe fará bem?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rói-te de inveja Paris Hilton

A notícia de hoje é sobre a minha nova aquisição para transporte de felinos.

Para além de ser muito leve, abre-se totalmente em tapete com apenas um fecho éclair, tem uma pequena pala para o sol na porta da frente e inclui uma alça para trazer a tiracolo. Um luxo!

É ver-me a passear pelas ruas do Restelo, com o Lucas a tiracolo, na sua "soft case" violeta, em grande estilo, qual Paris Hilton com o seu chihuahua em Beverly Hills.

O Lucas já aprovou o novo transportador. Diz que é muito confortável para dormir a sesta durante as viagens, ou mesmo enquanto espera pelas análises no veterinário.....que fica no Restelo.

Os de Beverly Hills não gosto, estão cheios de bichos mimados!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mensagem do Lucas


Caros Senhores da Novartis,

PALATÁVEL, MY ASS!!!!

Cumprimentos,

Lucas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Notícias do Lucas

Informo que o Lucas já veio para casa, está bem disposto e entrou oficialmente na condição de idoso, com insuficiência renal crónica, o que o obriga a cuidados constantes, que incluem alimentação especial e medicação diária vitalícias. Cá estarei para isso tudo, a amizade é assim.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Agora que estou mais calma...

...já consigo escrever este post.

A vinda do México teve as suas surpresas, entre elas 2 gatos doentes em casa. A Niki com uma indigestão, que facilmente lhe passou com comida especial "Digestive Confort", e o Lucas com falta de apetite. Falta de apetite nunca é bom sinal e as primeiras notícias do veterinário foram tão más que saí da clínica a chorar com o Homem-Que-Não-Assina em desespero "e agora o que é que eu faço a esta mulher?"

A verdade é que os donos têm de ser preparados para o pior, sim senhor, mas há também que propor os serviços ao dispor da melhor forma e há maneiras e maneiras de dizer as coisas. Aquele médico nunca nos tinha atendido, mas apresentar-me a opção de internar o Lucas e fazer exames só como opção secundária, quase a dizer que nem valia muito a pena, num discurso que inclui as palavras "morre" e "2 dias" várias vezes, não é a melhor forma de fazer ambas as coisas.
É claro que optei por internar e fazer exames, é claro que fiquei furiosa com aquele médico e é claro que assim que saí da sala deixei cair a máscara de pedra e chorei.


Bom...2 dias de internamento e exames e aí está a foto. O Lucas já come, já refila com os médicos e os valores estão a estabilizar. Ainda está a soro, ainda não teve alta, ainda não se sabe o que é, ainda há uma remota hipótese de ser degenerativo, mas caramba, o bicho está muito melhor e a dona está bem.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

As melhoras

Hoje o Lucas acordou cabisbaixo e sem apetite, mais um daqueles dias em que se me aperta o coração...
E só por isso, aqui fica o meu mais sincero e profundo desejo de melhoras.

É lindo o meu bicho.