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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pediram-me para voltar a escrever aqui...Feliz São Valentim

Está certo que o Natal é quando um homem quiser, e que não devia haver dias específicos para celebrar coisas importantes, mas a verdade é que se não houverem esses dias, passam-se os meses e os anos e no meio das tarefas e do trabalho, vão-se os momentos sem serem apreciados.

Hoje é dia de S. Valentim, dia de olhar para o amor. Longe de mim tentar definir tal coisa, acho que todos passamos a vida a aprender o que é, mas tenho tido bons exemplos.

Na festa de Natal dos meus filhos, baixei o telefone, parei a gravação de vídeo e fiquei a olhar para um grupo de crianças de 5 anos totalmente desafinadas e dessincronizadas a cantar e a fazer uma coreografia. E tinha lágrimas nos olhos, o peito apertado, sentia as bochechas a perder a cor. Ridículo não é? É amor!

No último treino de futsal do meu filho F., fiquei mega fã, muito atenta, a apreciar cada movimento, ao ver que ele já conseguia muito a custo e muito devagar fazer o zig zag com a bola entre os cones, sem a ir buscar ao fundo do pavilhão em cada cone como no treino anterior. Que craque, que talento, que rapidez na evolução. Não tem lógica, pois não? É amor!

Uma amiga que está sozinha há muitos anos disse-me recentemente que encontrou finalmente alguém e conforme me ia contando como tudo se encaixa, a alegria dela contagiava-me e fiquei tão feliz que quase senti que me estava a acontecer a mim. Não faz sentido, pois não? É amor!

Nenhum dos meus filhos recebe ou tira um doce sem tirar outro para o irmão. Altruísta, não é? É amor!

Neste ano que passou, entre as atribulações da vida pessoal, profissional e desportiva, fui injusta e cheguei a ser má para muitas pessoas à minha volta, principalmente as mais próximas, em tentativas falhadas de me defender/salvar/sobreviver. Nenhuma delas me abandonou. Sofrimento gratuito, não é? É amor! :)

Feliz São Valentim, que pelo menos hoje consigam ver o amor que vos rodeia todos os dias.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Odeio o Natal (sem abraços)

Odeio o Natal, desde que os meus pais se separaram, odeio! Mas agora ainda mais, talvez porque se expandiu a família, sistema esse que sempre me fez confusão.

Nem sempre fazemos as escolhas certas, caramba, olhem para nós!
Mas se tentarmos só fazer de cada dia um dia bom, só um de cada vez, aproveitando tudo o que ele nos dá, sim, mesmo sem pensar em consequências na maior parte dos casos, garanto que conseguimos pelo menos um sorriso por dia e isso já não é mau!

Por mais passada que ande, há sempre 4 bracinhos que me tiram o peso todo de cima, uns segundos por dia, nem sempre consigo isso todos os dias, mas nos dias que consigo vale por todos.

Na 2ª feira a seguir ao Natal estava em baixo de espírito quando fui acordar os putos de manhã, o F. acordou, olhou para mim, abraçou-me e disse "Mamã, gosto muito de ti". Comecei a chorar instantaneamente, misto de alegria e tristeza e realização de como era a coisa mais bonita que me tinha acontecido neste Natal. 

Ele perguntou-me porque estava a chorar, na verdade era medo que ele cresça e deixe de me dizer estas coisas, mas eu disse "Porque o Natal acabou.".

quinta-feira, 2 de junho de 2016

As crianças não mentem

A minha mãe deu-me um vestido. Vi, gostei, pus na mala e só experimentei quando cheguei a casa, mesmo por cima da roupa que trazia, só para ver se servia.

Decidi então auscultar a população masculina da casa e perguntei ao Homem-Que-Não-Assina: "Gostas?"
E o Homem-Que-Não-Percebe-Nada-de-Moda respondeu: "Não sei se é por estar por cima da roupa, mas parece um avental!"
Eu resmunguei com a total falta gosto e senso comum para separar o vestido do cenário e perguntei aos putos: "A mamã está gira?"
O J. respondeu "Sim".
O F. respondeu "Sim, está gira...
De imediato toda eu era sorrisos e disse convencida ao HQNA "As crianças não mentem!", e entretanto o F. acaba a frase: "...parece uma cozinheira!"

quinta-feira, 12 de maio de 2016

How geek am I ?

Entro em casa e ouço isto vindo da sala:


E pergunto de seguida: "Está a dar o Jurassic Park?"

quarta-feira, 11 de maio de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Aaah, seu fuinha!

Significado de Fuinha

substantivo
1. (Informal; Pejorativo) Indivíduo coscuvilheiro; pessoa que gosta de espalhar boatos ou mexericos;
2. (Informal; Pejorativo) Pessoa agarrada a dinheiro; sovina ou avarento;
3. (Informal) Indivíduo com peso a menos; magro em demasia;
4. (Zoologia) Animal de pequenas dimensões, mamífero e carnívoro; possui um focinho pontiagudo, um corpo alongado e flexível e patas curtas, pelo preto e cinzento escuro e um odor desagradável que lhe é característico.
(Etm. do francês: fouine)
Na sexta feira passada, uma fuinha causou um curto-circuito no Acelerador de Partículas do CERN, ao saltar para um dos transformadores da sub-estação, causando a paragem de parte do equipamento e desde essa data que o acelerador está parado, para reparação.
Reli esta notícia várias vezes e outras relacionadas e não consigo largar a imagem mental do fuinha a ser pulverizado em pleno vôo. Cena digna de um "Idade do Gelo".

terça-feira, 26 de abril de 2016

O que nos faz crescer

Ao longo da vida vamos encontrando pessoas que nos marcam, quer de forma positiva, quer de forma negativa, irritante, insuportável.

Não têm de ser necessariamente as pessoas com quem passamos mais tempo, ou que interagem connosco de forma mais forte. São simplesmente pessoas que nos obrigam a mudar, a adaptar, que nos ensinam a crescer.

Por quem tem máxima resistência à mudança, estas costumam ser pessoas detestadas, odiadas, e amaldiçoadas. Por quem está no meio termo, como eu, são odiadas em pequenas doses pontuais, mas ao longo do tempo e de uma forma geral, são apreciadas. Não só pela evolução e emoção imediata que nos provocam, mas também pelo nosso entendimento das potencialidades e capacidades que não sabíamos ter.

É difícil reconhecer estas pessoas, em especial durante o tempo que nos atormentam, e muitas vezes só nos apercebemos que foram elas a ensinar-nos a lidar com algo muito depois de já não as vermos, mas se por sorte (ou muita atenção) encontrarem uma a tempo, agradeçam-lhe.

Obrigado V.

sábado, 9 de abril de 2016

A alegria de reecontrar o Petzi

Feliz hora em em que decidi ir investigar um novo hipermercado de abriu no Natal perto do meu trabalho.

Esperei 4 meses desde a inauguração, pareceu-me uma boa margem para que a relação hipermercado - compradores compulsivos  perdesse o entusiasmo inicial. E acertei!

À hora de almoço o hipermercado estava vazio, corredores enormes, só para mim e para o meu carrinho. Era tal a paz que até me dei ao luxo de ir passear para o corredor dos livros e como habitualmente, desde há 3 anos, uma das paragens foi nos livros infantis. E o que vejo eu entre o Mickey e a Doutora Brinquedos?

ISTO!!!!!


Livros do Petzi!!!! Infelizmente só estes dois, que agarrei de imediato.
Lembro-me destes livros, acho que estavam na casa do meu avô, numa edição com tradução brasileira, em papel tipo jornal.  Tive a vaga esperança que fossem encontrados há pouco tempo, quando se fez a grande arrumação dessa casa, mas não...perdidos para sempre.

Quando eu era pequena, li-os e reli-os imensas vezes e lembro-me que já eram velhinhos, e que lhes faltavam páginas, mas nada disso diminuía as imensas gargalhadas que me deram.

Lembro-me muito bem deste em especial, "A ilha das tartarugas", em que a estupidez e o non-sense se repetem incessantemente. Tão bom!

Conforme diz este artigo que entretanto achei à procura de onde comprar os outros da colecção:
"Lembra-se do Petzi? Se respondeu não à pergunta anterior é provável que não tenha sido criança (nem pai ou mãe) nos anos 80."

E estou em pulgas para chegar a casa, lê-los e guardá-los na estante, perdão, na minha biblioteca pessoal. Ainda mais em pulgas para os mostrar aos miúdos quando tiverem idade para apreciar e deliciar-me enquanto eles dão as mesmas gargalhadas que eu já dei. Provavelmente esta última parte não vai acontecer...nunca se entusiasmam com as mesmas coisas que eu....vai na volta acham mais piada ao saco de plástico em que os livros vão. Assim, tipo os gatos!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mas não desanimem...

...eis que me sinto com novo fôlego para isto!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Saudade

de ter tempo para escrever aqui.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

É deixá-los ser

Decepciono-me facilmente. Talvez porque sonho alto facilmente. Nem é preciso ser alto, sonho só....facilmente.
Fico triste quando alguém não gosta do que eu gosto.
Fico triste quando não consigo transmitir a alegria que algo me dá. Quando os outros não ficam contentes pelo mesmo motivo.
Principalmente quando são pessoas de quem gosto, ou que admiro, fico ainda mais triste.

Bate-me forte quando alguém que eu consigo ver ser alguém no futuro, não se vê a si próprio, e desiste, conforma-se.
Não é nada comigo, só estou ali para ajudar, mas toda a inércia, toda a falta de luta, me deixa triste. Porque eu consigo ver alto, consigo sonhar. E há pessoas que não, às vezes só porque têm medo, outras vezes porque nem sequer querem ver.

Durante quanto tempo devemos insistir para que alguém nos siga, mesmo que à volta tudo pareça um deserto?
Durante quanto tempo devemos puxar a mula, que insiste em espetar as patas no chão?
Durante quanto tempo conseguimos manter o entusiasmo e a força de seguir em frente, carregando connosco um peso que não quer vir?

O ser humano, a sua alma, é capaz de feitos inimagináveis, é capaz de tudo, se quiser.

Quem não quiser, é deixá-lo ser. Se vivemos bem com isso, é deixá-lo ser.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Momento Zen

Feliz Dia de Reis!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Não é Friday mas faz de conta

É dia de balanços anuais, é dia de escolher resoluções, é dia de estar com quem se gosta, é dia de esquecer tudo o que se fez mal no ano, é dia de nos agarrarmos ao que se fez bem, e é dia de dançar, só dançar.

Hoje é Dancing Friday! Bom 2016!


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

D-30

O site da ANSR dizia ter dois locais de atendimento presencial em Lisboa. Pelo Google Maps escolhi o que me pareceu menos problemático em termos de trânsito. Calçada do Combro, nº 39, dizia no site.
Fui de boleia até lá, o Homem-Que-Não-Assina deixou-me perto do nº 49 e foi tentar estacionar. Afinal de contas, até ao 39 não haveria de ser muito. Comecei a descer.

A rua era inclinada, muito inclinada, e os números ímpares sucediam-se...45...41...8, 8?!?!? E a seguir 10, 14, pares? a aumentar?
Olhei para o outro lado da rua e havia um 18, mais acima um 22, mais abaixo um 5, 5?!?!?
Subi um pouco a rua, tentando escapar daquela quinta dimensão, felizmente os números voltavam a fazer sentido, mas demasiados altos, do meu lado 51, 53, do outro lado, 66, 68.
Entrei num talho, nº 51, perguntei pela GNR, disseram-me prontamente "Ah sim! Fica no nº 96!". O talhante dirige-se à porta, pronto a indicar-me o local, eu olho para cima, ela aponta para baixo.

"Ali, ali em baixo, a seguir aos caixotes, onde vai aquele senhor!"

Eu olhei para o senhor, estava perto de onde eu tinha desistido de descer há pouco. Mesmo assim, lá fui eu, atravessei a rua enquanto pensava se o talhante já me vira a passar para cima e para baixo e teria apostado com o colega que me fazia subir a rua novamente.

Cheguei ao nº 5, continuei a descer, a seguir havia um nº 7 com "Posto de atendimento ao público GNR" escrito numa placa da porta. Entrei no nº7 e perguntei ao segurança "É aqui o nº 96?" enquanto pensava para comigo "Ou será o 39?"

E ele respondeu "É sim!"

Entreguei hoje a minha carta de condução. Faltam 30 dias para a ter de volta. The Red Bimmer goza umas férias merecidas.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Tuturutu Friday

"Ooh baby, I'm hot just like an oven
I need some lovin'
And baby, I can't hold it much longer
It's getting stronger and stronger

And when I get that feeling
I want sexual healing
Sexual healing, oh baby
Makes me feel so fine"

Querida, estou quente que nem um forno...homem que me dissesse isto tinha garantida uma gargalhada alta e longa!

Não sou fã de versões e remix's, especialmente de músicas que já são hinos, mas esta (é clicar no link) surpreendeu-me pela positiva! E lá ando eu o resto do dia a trautear "Tu-tu-ru-tu  tu-ru-tu...."





quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Homenagem a Chef Silva

Exposição patente na minha cozinha desde 2007.

Sem pó, devido ao uso constante!

Afinal é assim

Depois de anos e anos a utilizarmos o mobiliário de forma errada, finalmente a resposta!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Do mal o menos

A política passa-me ao lado 99% do tempo, fora uma notícia ou outra mais controversa. Tempos houve em que achei que o meu voto não valia nada, até me cair a moeda e pensar que de facto unidos somos algo.

Agora voto, e faço-o em consciência. Não gosto de mentir a mim mesma, por isso faço até o sacrifício de ler (na diagonal) os programas eleitorais de cada partido, para poder decidir à parte da campanha de insultos mútuos que enche os media.

Sim, os programas são só promessas, eu sei. Mas ganhe quem ganhar, será sempre extremamente difícil cumpri-las. E nesta fase, opto por acreditar no Pai Natal e penso que o que vale são as intenções.
Resumindo as promessas e baralhando com o que vejo ser feito por uns e outros, tomo então a minha decisão. Pergunto-me quantas pessoas conhecerão de facto o programa eleitoral do partido em que votaram? Ou quantas desconhecerão programas que provavelmente eram do seu agrado?
Bom...adiante!

Perco a paciência com o Facebook nestes dias, tal como em dia de jogo de futebol. Os murais enchem-se de gente enraivecida, a disparar insultos e ameaças contra quem pense de outra forma. Democracia, no fundo!

Gosto especialmente dos que desejam todo o mal do mundo em forma de impostos e cortes a quem votou em X ou Y.
Quase que aposto que metade desses não foram votar, mas o que me aflige é pensar que há pessoas a desejar mal a outras, ou pior ainda, a pensar em tabelas de contribuição organizadas por preferências partidárias! Porque se desejam mal aos outros certamente estão a pensar que esse mal caíra apenas sobre os que votaram de forma diferente...ou são masoquistas?

Se for este o caso, mal estará o país quando os partidos de esquerda aprenderem finalmente a lição que a direita vem dando há uns anos, e deixe de lado orgulhos para se UNIR!

E é nesta altura que espero sinceramente que não valham as intenções...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Goosebumps Friday

Hoje é dia de fechar a porta e deixar as chatices lá fora. Esta voz invade-nos de tal forma o cérebro que somos obrigados a deixar-nos inundar de bons momentos enquanto a pele se arrepia com a potência do que um ser humano é capaz de fazer com a voz.



Das 599 999 versões que existem disto, esta é para mim a melhor de todas, no concerto dos 3 tenores em Los Angeles - 1994. Curiosamente (ou eu não percebo nada disto) não foi a versão escolhida para o álbum que reúne as melhores de todos os espectáculos que fizeram.

Infelizmente é daquelas que não posso ouvir a conduzir tal é a forma como me apetece fechar os olhos para ficar só a absorver a voz deste senhor, num tempo em que parecia cantar sem qualquer esforço.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Homem-Que-Dorme-No-Sofá

Há maridos e namorados que, para mostrar que se lembram de nós a meio do dia, enviam fotos fofinhas, mensagens amorosas, enfim, lamechices...
O Homem-Que-Não-Assina é assim.... romântico....e atento aos meus gostos e preferências!