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quinta-feira, 4 de julho de 2013

A melga da blogger

Isto de ser blogger não é fácil. Entranha-se de tal forma no nosso dia-a-dia, que estranha-se por quem não sabe o que isso é.
E daí, lá vêm as perguntas: "Estás a tirar fotos a isso para quê?", "Então mas estás a tirar fotos aos putos de costas, que graça é que isso tem?", e por aí fora...
São inúmeras as situações diárias que me apetece comentar, mas a maior parte fica em águas de bacalhau, por esquecimento, por falta de tempo, porque não consegui tirar uma foto e só o texto fica feio, sei lá, porque a notícia sou eu e não há maneira de a contar sem revelar factos que não quero, muitas razões.

Desta vez, queria mostrar as pinturas da minha casa, mas pedir aos ajudantes para me tirar uma foto lá em cima ía ter a resposta do costume, "para quê?", e tirar a mim própria é complicado em cima de uma escada que por sua vez está em cima de um telhado. Vai daí, ficou o meu paizinho a servir de manequim na ilustração das minhas férias de Verão.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Se calhar a esta hora estou rica...

...e podia levantar-me, ir buscar o boletim do euro-milhões e conferir a chave, mas não, vou continuar aqui sentada de volta de uns esquemas eléctricos.

Eu gosto mesmo de trabalhar, caramba! É por isso que vou ser sempre pobre!

E não me venham com a conversa do BMW, que para isso já estou aqui a preparar outro post...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Um blazer e um carrapito

Separo muito bem o meu "eu" pessoal do meu "eu" profissional. Tenho (muito mais que) 2 mails, 2 telefones, 2 modos de falar e 2 looks.

À hora de almoço costumo usar o meu "eu" pessoal. Cabelo solto, t-shirt barata, óculos de sol e ténis. Tudo características que costumam  ser escondidas pelo "eu" profissional: o cabelo preso por um elástico, a t-shirt debaixo de uma camisa ou um casaco, os óculos ficam no carro e os ténis, como são de marca, passam. Ocasionalmente, mais no Verão, até troco por umas sabrinas versus a sandalinha do "eu" pessoal.

É portanto comum cruzar-me com colegas de trabalho à hora de almoço ou ao fim de semana que nem sequer olham para mim duas vezes, só os mais atentos. E é tambem comum ser completamente ignorada nas lojas, serviços, etc.

Portanto hoje achei estranho quando em 2 lojas diferentes me deram tamanha atenção quando andava de volta dos calções de homem, e houve até um menino que me esteve a explicar a "tendência" deste Verão e a incompatibilidade com as bermudas, enquanto eu lhe explicava a "tendência" dos calções curtos não favorecerem os "gordinhos". Fui também assediada o dobro das vezes pelos vendedores de cartões de crédito dos quiosques no corredor do centro comercial.

Só percebi o porquê quando entrei no elevador e olhei para o espelho. Tinha-me esquecido de tirar o disfarce do "eu" profissional. Tão simples como um carrapito e um blazer. O resto era eu, calças de ganga, t-shirt e os Nike Shox.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

BMW - o carro de família ideal

Pergunta-me muita gente porque não troco de carro, por causa dos miúdos e tal, um monovolume é que era e rebeubeu, pardais ao ninho. Para já, comprava mais facilmente um side-car para a mota que um monovolume. Coisa feia, sem jeito nenhum e provo-vos aqui já que não faz nada que The Red Bimmer não faça.

Sim, de facto dá imenso jeito ter o mesmo espaço na horizontal mas uma altura danada dentro do carro, nunca se sabe quando se vai fazer uma rave lá dentro e é preciso saltar em cima dos bancos. Ou então para aqueles dias em que apetece conduzir de cartola.


Apresento-vos o BMW 320, versão Sport.

Por ser rebaixado é mais fácil de pôr e tirar o carrinho da mala. Tem espaço de sobra para a muda da fralda de 2 bebés ao mesmo tempo, com sistema de arejamento e solário incluído.
Nas portas traz ainda um prático suporte para a tampa do biberon ou chucha.

Passando à performance, se num monovolume será fácil ouvir a frase cantada em coro: "a mãe não consegue, a mãe não consegue" enquanto se tenta ultrapassar um camião na auto-estrada, garanto-vos que no BMW isso não acontece. Pelo contrário, é bem capaz de se ouvir um entusiástico "dá-lhe gás, dá-lhe gás!"

Mas penso que a melhor característica é o ser tão bonito e fazer pendant com o carrinho...coisa que nunca na vida um monovolume consegue.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O conforto das calorias

Ouvi esta semana uma entrevista a celebridades acerca dos santos populares e de como gostavam da sardinha, se no prato, se no pão. Todas as mulheres responderam no prato, que no pão engorda.
À parte o pormenor de quem se interessa por dietas nem dever sequer cheirar uma sardinha, fica-me o ridículo da afirmação, porque eventos como os Santos devem entrar para a Categoria "Que se lixe a dieta", como é o caso do Natal, da Páscoa ou do Dia de Anos.

Nesta categoria eu insiro ainda mais um evento, o "Eu mereço". Depois de um dia duro, seja por trabalho, preocupações ou esforço físico, há qualquer coisa de reconfortante em ingerir uma quantidade proibitiva de coisas que não prestam.

Não sei se para equilibrar a balança do bom-senso e responsabilidade ou se apenas numa de "ingerir para esquecer", foi porque "Eu mereço" que hoje ao pequeno-almoço escolhi um monumental xadrez, digno de servir de tabuleiro, e o comi sem a mínima pedrinha na consciência.

Leva-me a pensar que na realidade as pessoas obesas são indivíduos com uma quantidade impressionante de preocupações e tarefas duras...