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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A fábrica está a arder!

Mais uma manhã igual às outras, acordei, vesti-me, desci as escadas, olhei pela janela e voltei a subir as escadas a correr. Foi com esta frase que acordei hoje o Homem-Que-Não-Assina: "A fábrica está a arder! A Sicasal está a arder!"


Ficámos os dois na varanda, a olhar para o fumo, o HQNA a questionar qual a causa, eu a tirar fotos, o HQNA a contar os movimentos de carros e pessoas junto da fábrica, eu a calcular a altura das labaredas, o HQNA a acalmar-me que o terreno está molhado, tão cedo não chega aqui, eu a recordar o plano de fuga, cães na mala do carro, gatos nos transportadores, e de repente lembrei-me: "E os porcos? Como estarão os porcos na fábrica? Têm de os soltar!"

Depois de ver chegar bombeiros ao local, saí para o trabalho, mas pedi ao HQNA para não sair de casa sem ver a situação controlada. Pelo caminho consegui ver a parte da frente da fábrica, já destruída. A dimensão da catástrofe é enorme.


Mais tarde, tive confirmação pelas notícias que o incêndio está dominado e que os porquinhos estão bem.
Fico agora a pensar na vida das pessoas daquela vila e das outras à volta. Sem dúvida que a fábrica é o centro da actividade desta zona, e este incêndio terá consequências na vida de todos, mesmo os que não trabalhavam directamente na fábrica.

A Sicasal está a arder

Fotos tiradas esta manhã cerca das 07h45.

Incêndio na Sicasal - 07h45

Incêndio na Sicasal - 07h45

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

I don't like peas

A América descobriu o meu blog esta semana!


Domingo de (muita) chuva

Com um fim de semana todo para mim (sem trabalho e sem Homem-Que-Não-Assina), decidi deitar mãos à minha cozinha, que mais parecia o cenário de um filme alternativo, depois de semanas em que ambos os donos passavam da rua directos ao escritório, com uma breve abertura do frigorífico para tirar pronto-a-comer.
Sábado foi dia de arrumação e limpeza total nos armários (caramba, agora até tenho uma garrafeira!), e domingo foi dia de arrumar o balcão e de festejar a arrumação a fazer bolos e bolinhos, aproveitando para estrear uma forma de queques nova.

Lá fora chovia e trovejava (e choveu e trovejou todo o dia) a potes, os cães alternavam entre a cama e a porta da cozinha, conforme a chuva era mais ou menos forte. Os gatos era só cama mesmo. E eu entretida a fazer massa de bolo, quando descobri que me faltava o gengibre. Saí com o The Red Bimmer, deixando os preparos no fogão, e lá fomos até ao supermercado.
Na estrada, apercebi-me da violência da tempestade, especialmente porque fui apanhada por uma vaga mais forte na volta.
Em boa hora cheguei a casa, pois começava a cair granizo misturado com chuva muito forte e ao entrar percebi que algo não estava bem, porque o Ciro estava em pânico, miando desesperadamente à minha volta.
Na sala, o Lucas dormia profundamente (ser surdo é uma benção), a Niki  estava petrificada dentro do cesto da lenha e o chão estava a começar a alagar. Entrava água pelas janelas e pela porta e ainda eu despia o casaco quando comecei a ouvir barulho na cozinha. Era granizo que entrava pela chaminé, do tamanho de bolas de golfe, e estava a causar o caos no meio dos meus preparos dos bolos.
Tirar as cadeiras do chão, ir buscar panos, subir as cortinas, tirar as coisas do fogão, acalmar o Ciro, sei lá o que fiz primeiro, fiz tudo ao mesmo tempo. Desta parte não tenho fotos, o pânico era tal que não havia tempo.

Lá consegui conter a situação, com uma valente molha a desentupir os ralos das portadas das janelas. Limpei os estragos, acabei os cozinhados, pus a massa no forno e fui aquecer com um chá quente no sofá.


Atribulado que foi o meu domingo, os bolos ficaram um espectaculo e, aventureira, até os deixei a arrefecer debaixo da chaminé. Afinal quantas cargas destas caem por dia?

sábado, 12 de novembro de 2011