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terça-feira, 14 de abril de 2009

The Ultimate Trafulha

O trafulha é o comercial por excelência, quer venda produtos, ideias ou apenas a própria imagem, fá-lo com o à-vontade de quem já vira frangos há mais de uma década, iludindo "clientes" de inúmeras classes, culturas ou níveis de educação.

Não é facilmente detectado à primeira vista, sendo necessários largos minutos de conversa para decifrar qual o nível de trafulhice do indivíduo, tal é a mestria com que nos envolve na sua simpatia e eloquência.

Nunca vem demasiado bem vestido, mas sim com um "look" desportivo elegante, para dar aquele toque de amigalhaço porreiro para beber umas jolas e comer caracóis, e toda a gente sabe que esses tipos têm sempre ideias de negócios fenomenais, não é?

Se possível, tenta começar as reuniões com assuntos triviais, futebol, pesca ou mesmo o tempo, para pôr os clientes à vontade e mostrar que tambem é humano.

Muitos há que se pensam trafulhas mas após algumas recusas por parte dos seus interlocutores, depressa são desmascarados e partem frequentemente para a ignorância, tentanto o ultimo reduto já num registo de voz mais agudo ou mais alto.

O verdadeiro trafulha nunca se exalta, por mais enfurecido que esteja permanece calmo, sereno e encontra a melhor forma de mudar o rumo à conversa mantendo a harmonia, o sorriso e o objectivo.

É possível vender elefantes a quem tem espaço apenas para ratos, desde que se acompanhe as investidas do cliente com piadas ou referências a desastres actuais, como um Tsunami, um terramoto em Itália ou umas cheias em Caxias.

O cliente fica de imediato rendido à lembrança das desgraças ou a rir da piadola e o trafulha tem assim tempo de construir nova ponte para o assunto em causa. Manobras de diversão nunca faltam, há é que manter os clientes em constante turbilhão de pensamentos, para que não possam amadurecer nenhum.

As ideias mirabolantes nunca são apresentadas com um olhar esgazeado do tipo "isto é do caraças", mas sim com um semblante sério, se possível fazendo alusão a 32 novas legislações que o exigem e conhece já vários clientes enleados nas malhas da justiça por não o terem feito. O medo da autoridade é sempre dos ultimos recursos utilizados, mas muito eficaz.

É necessária muita experiência e ter conhecido já muitos trafulhas para conseguir reconhecer os melhores.

Hoje conheci mais um, e passado 20 minutos de conversa atingiu quase o nível máximo no meu "Top Trafulha". Atenção que este é um top que mede a habilidade para a trafulhice, conforme o que descrevi aqui, ou seja, é qualitativo. Não mede apenas a quantidade de patranhas utilizadas, mas sim o modo como são empregues.

Para estes casos especiais costumo atribuir um prémio, uma espécie de Óscar, só ainda não tenho estatueta. Chamo-lhe "The Ultimate Trafulha" e este é um título que deve ser dito como o anuncio de um filme de acção por estrear, com voz grave e pausada.

"Um cliente...um produto...e só um homem o pode vender...

THE ULTIMATE TRAFULHA!

(brevemente numa reunião perto de si)"

sexta-feira, 10 de abril de 2009

15 Primaveras

O meu amigo de longa data faz hoje 15 anos, equivalente a 78 anos humanos.

É uma idade de respeito e explica o porquê de já não ter paciência para aturar as diabrices do Ciro, ou de já precisar de uma camisolinha no Inverno.

Muito senhor do seu nariz, com a idade tem ficado mais insistente em certas coisas, aprendeu que a persistência compensa e afinou a sua melhor qualidade: a esperteza!

Duvido que alguma vez volte a encontrar um gato tão esperto quanto o Lucas, mesmo ao fim de 15 anos continua a surpreender-me com lógicas rebuscadas.

Tenho-o desde que tinha um mês e mal conseguia andar. Fez-me companhia todos os dias, aturou-me nos dias maus, e  até estudou comigo (embora o método dele seja por osmose, deitando-se em cima dos livros).

PARABÉNS Lucas, gostei muito de crescer contigo.

O amor não se percebe

Há todo um movimento social para perceber o sentido do amor, toda a gente se preocupa imenso em definir sentimentos, atribuir níveis de compromisso, catalogar os bons e maus partidos, marcar datas para os acontecimentos tendo por base a idade dos intervenientes.

Vezes sem conta ouço frases soltas em conversas alheias: "mas porque é que gostas dela?", "já era tempo de pensarem em ter filhos, não?", "vão-se juntar? porquê?", "então e quando é que casam?"

Podia-se responder a tudo isto com um "deves ter muito a ver com isso" mas depois parece mal e os questionados acabam por fazer um sorriso amarelo e dão a resposta mais politicamente correcta.

Não está escrito em nenhum código de conduta qual a cronologia dos acontecimentos amorosos, nem qual o perfil aceitável dos candidatos aos corações.

Não é porque já se chegou aos 25 ou aos 30 que "vamos agora depressa casar que já parece mal" ou "vamos já ter um filho que o relógio biológico está a andar".

Quando se ama as coisas acontecem, sem nenhuma razão ou ordem específica. Quando nos damos a alguém nem damos pelo tempo passar e contar dias, meses ou anos para determinado acontecimento deixa de fazer sentido. Por esta razão é complicado responder às perguntas de quem tenta perceber algo que provavelmente nunca teve realmente.

Não é preciso saber enumerar todas as qualidades e virtudes das nossas metades, nem sequer é preciso andar prevenido com desculpas para quando alguem pergunta escandalizado "mas porquê um rapaz 5 anos mais novo que tu?"

A resposta é simples: "Porque é dele que eu gosto!"

O amor não se percebe, sente-se e ama-se!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Morangal

Conforme mostrei num post de férias, iniciei um segundo projecto "Morangal", mas desta vez no quintal da frente, para salvaguardar o desastre natural que assolou o primeiro.

No Japão têm o Godzilla, na terra saloia temos os Pitbull!

No dia do grande desastre, entrou primeiro a escavadora e depois o triturador e do primeiro projecto "Morangal" só sobrou muito trabalho para os donos a limpar o quintal de trás.

Aqui na foto está o segundo morango de 2009, o primeiro não deu tempo para tirar fotos...

Bem sei que não é bonito nem vistoso, mas uma coisa vos digo, era doce como um pacotinho de açúcar!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Homenagem à tradição

Aqui no gabinete discutem-se as virtudes do sabão azul e branco em comparação com os produtos actuais e com algumas alusões tambem ao sabão Clarim.

Pelos vistos, desde desengordurar fornos até matar bicharada nas plantas, serve para tudo.

Será que tambem serve para o mau olhado e dores nas articulações? Dava-me imenso jeito...

(foto de primipara.wordpress.com)